Basicamente e em poucas palavras, podemos dizer que o individualismo coloca o indivíduo e suas aspirações acima do coletivo. Sacrifica-se o coletivo em prol do indivíduo.
O coletivismo é o exato oposto disso, coloca os objetivos e aspirações da coletividade acima das dos indivíduos. Sacrifica-se os indivíduos em prol do coletivo.
Aí você pode perguntar: tudo bem, são realmente duas filosofias diametralmente opostas. Mas quem está certo? O individualista ou o coletivista? E a resposta pode ser frustrante. Porque na verdade nenhum dos 2 está 100% certo. O certo está no meio termo, nem no individualismo absoluto e nem no coletivismo absoluto. E por uma razão muito simples: o individualismo absoluto ignora e mata a nossa dimensão coletiva; e o coletivismo absoluto ignora e mata o indivíduo.
A verdade é que não dá para ignorar nenhuma dessas dimensões, nenhuma dessas facetas de nossas vidas. Somos sim indivíduos, não há dúvida quanto a isso. Somos seres únicos, com desejos únicos e personalidades únicas. Ignorar isso seria ignorar o óbvio.
Mas também somos seres sociais, com uma dimensão coletiva nada desprezível. A maior prova disso é que preferimos morar em coletivo, mais precisamente em cidades, e há até quem prefira morar em megalópoles. E uma das consequências imediatas dessa nossa preferência por socializar é que quando se está em coletivo, sempre temos que abrir mão de parte da nossa individualidade. Não dá para ser social ignorando tudo e todos, atropelando tudo e todos e só pensando em si.

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