O mundo não é como deveria ser. Essa é uma das primeiras constatações óbvias de quem começa a refletir e filosofar, mesmo que brevemente, sobre a vida e a realidade.
E foi nessa reflexão que me deparei com a questão da paternidade e/ou maternidade forçada.
Porque no mundo ideal dos contos de fadas, filhos nunca nasceriam de forma indesejada. Seriam sempre planejados, frutos de muito amor dos pais e um sonho realizado de ambos.
Mas saiamos do nosso mundo de fadas, e retornemos à realidade. Filhos indesejados, ou pelo menos não planejados acontecem. E quando acontecem, surgem os dilemas morais inevitáveis diante disso.
E um dos que quero trazer aqui é um caso curioso de paternidade forçada. Imagine você que uma mulher se relaciona indiferentemente com dois irmãos. E os irmãos são gêmeos univitelinos, ou seja, possuem exatamente a mesma carga genética. E ela então aparece grávida. O que faremos diante dessa situação, visto que não dá para saber quem é o pai?
a) Forçar um dos dois a assumir a paternidade;
b) Forçar ambos a assumir a paternidade;
c) Não forçar nenhum, mas deixar ambos livres para, se assim desejar, assumir a paternidade.
Essa não é uma questão moral fácil de se resolver. A princípio eu tendo a ficar com a opção c), exatamente porque não acho que nem paternidade nem maternidade deva ser algo forçado, mas sempre voluntário. Porém, no mundo real sabemos da dificuldade de se criar um filho sem pai. Ou seja, essa é uma questão bem interessante que até hoje eu não consegui responde-la a contento. E você, o que faria diante dessa situação? Deixa aí o seu comentário.

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