Já falei sobre as maravilhas da meditação aqui, mas devo dizer: * nem tudo são flores*.
Meditação é uma prática milenar, muito antes de cristo os monges budistas já praticavam, e com o decorrer do tempo espalhou-se pelo mundo.
Mais recentemente vem ganhando popularidade, sendo anunciada como uma cura para a ansiedade e depressão, o que não deixa de ser verdade, afinal a meditação ensina a alcançar equilíbrio e controle emocional.
Meditação no século XXI
E inclusive vem ganhando valor no meio empresarial como uma nova técnica para obter mais eficiência laboral e concentração no local de trabalho.
A meditação ganhou o nome de mindfulness, e pode ser encontrada em treinamentos, workshops e vendida como um segredo para obter a liderança.
Nada contra a utilização da meditação no cotidiano, pelo contrário acho muito importante, mas o problema é que ocorre uma verdadeira capitalização, uma objetificação, esquecendo-se da proposta espiritual da meditação.
É importante dizer que não se medita para conseguir um emprego melhor ou uma promoção, não é uma ferramenta para que o trabalhador seja mais produtivo, não, meditação é sobre saúde mental.
Assim, quando se ensina como meditar mas sem os fundamentos milenares que estão por de trás da meditação os resultados podem ser catastróficos, sim, já existem estudos sobre o lado negativo da meditação, foi verificado efeitos psicológicos negativos em algumas pessoas.
Mas por que? Justamente porque ocorre uma desvirtuação da meditação, medita-se sem ter noção do contexto espiritual, meditar é encontrar a si mesmo, é olhar para dentro da mente, imagine o que pode acontecer com aquele que pratica a meditação sem ter esta consciência? Será que estará preparado para lidar com suas emoções negativas?
Fica a reflexão!
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Sugestão de leitura:
Chá com Filosofia #5 - A moral é relativa?
Até a próxima!
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