Vontades Mortas
Essas horas malditas que não param de voar,
Levam-me para longe de ti, preenchendo-me de dor,
Minha alma e coração murchos, fazendo, assim, soar,
A fina voz surda do desespero, porém cheia de amor.
Nessa viagem de olhos baixos, quem me leva pela mão?
Aperto os olhos, e não há ninguém, somente a angústia,
Envolta em arremedos de trabalho e solidão,
Da rotina diária e sua pérfida e gélida astúcia.
Deixa-me ficar e sentir mais calor dos abraços, soluço.
Deixa-me viver a escolha de saborear a paz.
Mas ela me arranca do sonho, e na realidade me debruço.
Não peço mais nada e sigo triste para o calvário dos dias.
Tornou-se isso a vida, sem os braços diariamente em mim,
Uma rotina vazia, sem começo, meio e, nem mesmo, fim.
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Comentário: E assim seguimos, com essas saudades que nos matam, quando os corações estão longe para a satisfação de uma rotina global que, por vezes, é cruel para muitos.
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Muito obrigado por sua visita, carinho na leitura e comentários!
Abraços, !
Publicação de 18 de julho de 2017.