Hoje tinha planejado escrever sobre outra coisa, mas terminou de vir esse poema meio texto na mente e dedos. Então para que a maré não apague, fica aqui a escrita.
Viver
As vezes é como escrever
Nas areias de uma praia
Cada ser tem a sua
Nunca se sabe
Quando a maré vai subir
As vezes ela vem de mansinho
Vagarosa e paciente
Apagando o que escrevemos aos poucos
E assistimos tudo de forma consciente
Outras vezes vem do nada
Mas não toda
Apaga só algumas coisas
E volta pra onde veio
Algumas pessoas ficam com receio
E não escrevem mais
Outras, se esquecem do que escreveram
Outras se inspiram e escrevem melhor
Tem quem escreva muito
Durante muito tempo
E quando ela vem de repente
E leva essa gente
Vão com um sorriso no rosto
Outras pessoas, escrevem mal
De mau jeito
Por falta de ensino ou de auto-respeito
E quando ela vem
Entram em desespero
Tentam escrever de qualquer forma
Subir mais para longe do mar
Tem quem, por ter um viver satisfeito
Ou por simples cansaço
Cedo ou tarde
Para de escrever e vai em direção a ela
Tem quem em curto período,
Escreve coisas lindas
E várias pessoas assistem
Pois é possível visitar outras praias
Muitas vezes a maré vem e leva quem escreveu
E deixa tudo intacto
Para o presente e o futuro
Coisas tristes, alegres, tensas, feias ou belas
Ficam ali de exemplo
Tem quem tente enfeitar
Ou deturpar essas escritas
Cabe a quem fica buscar ler
Ou falar dessas e outras praias
Para outros escritores
Cabe a quem fica
Continuar escrevendo
As vezes é possível escrever em conjunto
E por alguma magia
A escrita é feita em ambas as praias
As vezes o vento bate
Tempestade raios e trovões
Bagunça toda ou parte da escrita
Muda letras, palavras
Desejos, mentalidade e planos
As vezes o vento constante
Calmo ou forte
Apaga um pouco do texto
As vezes se demoramos de mais
Escrever só, ou em conjunto não é mais possível
Para muitas e muitos, só o ato de escrever é incrível
Para outras e outros é algo cansantivo
Algumas precisam de um bom motivo
Outras escrevem como dá
Tem quem escreva em várias linguas
Musicas, livros, filmes,
Poemas, sorrisos, choros, abraços
Tem quem escreva guerras, dores e atrasos
Com escrita firme ou trêmula
Tem quem escreva pouco em muito tempo
Ou coisas repetitivas
Tem quem escreva muito em pouco tempo
Ou sempre coisas novas
Tem quem mude a escrita no meio ou no final
Nem sempre isso é bom ou ruim
As vezes simplesmente é
O mais importante é saber
Que só escreve-se o que se pode
Que é bom ler a outras escritas
Aprender coisas boas com elas
Escrever o máximo e o melhor possível
Compartilhar(ou não) sua praia e escrita com outras
Antes que a maré suba de vez
E não se dê para escrever mais.
Para Kal. Que descanse em paz.
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