No primeiro post desta série falei sobre as minhas razões que me levaram a decidir deixar o meu emprego para me dedicar a criar um impacto positivo no mundo. No entanto, sei que o caminho será longo e difícil. Para prevalecer é essencial cultivar uma mentalidade que permita ultrapassar as (muitas) dificuldades que vão surgir. Este é o segundo de três posts sobre o tema. Anteriormente abordei a importância de ver a realidade como ela é. Hoje vou falar sobre as expectativas do outros e do impacto que elas têm nas nossas acções .
Parte 2 - Lidar com as expectativas dos outros
Quando começamos algo novo, especialmente quando vai contra o que é “normal”, somos frequentemente bombardeados com opiniões negativas pelas pessoas que nos rodeiam. Isto acontece principalmente porque, consciente ou inconscientemente, toda a gente tem tendência para criar determinadas expectativas sobre os outros, que não quer ver defraudadas. Seja um pai que espera que a filha se case com um homem da mesma etnia ou uma esposa que espera que o marido mantenha o seu emprego para ter estabilidade financeira, estas expectativas podem desmotivar-nos e até dissuadir-nos dos nossos objectivos. Isto é especialmente verdade se vierem de alguém próximo e/ou que tenha influência sobre nós.
Para lidar com as expectativas dos outros é vital tomarmos responsabilidade pelas nossas acções. Se abordarmos o nosso projecto de forma impulsiva, sem pensar muito nas consequências dos nosso actos, muito provavelmente, não vamos obter os resultados pretendidos. Quando tal acontece, e nos deparamos com o fracasso, é muito fácil convencermo-nos de que os outros têm razão em esperar que façamos algo diferente. O mesmo se passa se, no âmbito do nosso projecto, dermos demasiado poder de decisão a terceiros. Ficamos dependentes das opiniões dos outros e valorizamo-la acima da nossa. Isto afecta gravemente o nosso sentido crítico e amplifica o peso que as expectativas dos outros têm sobre nós. Se, por outro lado, conduzirmos o nosso projecto de uma forma mais racional, independente e alinhada com a realidade, obteremos resultados mais positivos e duvidaremos menos de nós próprios.
Quando confrontados com as expectativas dos outros, pode ser útil tentar perceber se eles sabem exactamente quais os nossos objectivos e intenções ao tomar um rumo diferente. Muitas vezes estas expectativas surgem como uma tentativa de nos proteger do desconhecido, levando-nos a seguir um caminho que eles próprios percorreram ou que sabem ser seguro. Neste tipo de situações, uma conversa franca e aberta, em que explicamos com detalhe o que pretendemos fazer e quais as nossas motivações, ao mesmo tempo que tentamos perceber a razão das expectativas, pode ser muito positiva e até apaziguadora para ambas as partes.
É fundamental pensarmos por nós próprios e assumirmos as consequências das nossas acções, se o fizermos vamos depender cada vez menos da opinião dos outros e começar a justificarmo-nos apenas a nós próprios. Mas isto não quer dizer, de todo, que ignoremos os conselhos dos que nos rodeiam. As ideias e opiniões dos outros podem representar um contributo tremendo para o nosso projecto, e para a nossa vida em geral. É nosso dever ouvi-las a todas, sem preconceitos, e adoptar as que consideremos mais benéficas para as nossas metas.
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Obrigado por lerem!
Este post faz parte de uma série que descreve a minha jornada, para deixar o emprego e criar uma organização com o objectivo de causar um impacto positivo no mundo. Hoje descrevi-vos parte da mentalidade que estou a adoptar para seguir este caminho. Os próximos posts, após completar este tópico, falarão da abordagem prática que penso implementar .
Qual a vossa opinião?
Alguma vez se sentiram oprimidos pelas expectativas e opiniões dos outros? Já desistiram de algum projecto ou decisão importante por não ser bem aceite pela vossa família e amigos? Como lidam com este tipo de situações?
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Até à próxima!
Ricardo