Olá amigos do Steemit,
Hoje falaremos sobre o Meu, o Seu, o Nosso Carlos Drummond de Andrade, este Gauche, Urso Polar (apelidos), que seduziram com seus versos toda a literatura brasileira. Este mineirinho danado, atravessou todas as “pedras em seu caminho” e tornou-se o poeta mais influente do século 20, e que continua perfazendo reflexões até os dias atuais.
Fonte: https://bit.ly/2NxXJNz
Dentre vários escritores brasileiros que a nossa literatura possui, toda admiração e apreciação da obra de Carlos Drummond de Andrade. Este mineiro, que não possuía controvérsias ao falar e explicitar ideias, pois pensava além do seu tempo e uma visão holística do mundo. Drummond era um gênio escritor com ideais singulares, que questionavam as convenções sociais do seu tempo.
A admiração nascia sobre mim, quando li pela primeira vez o poema intitulado “A Quadrilha” , e embora, fosse engraçado e sutil em um primeiro momento, encontrava uma forma de descrever a inexistente relação causal entre o amor em cadeia e o desencontro de várias pessoas, no entanto, em seu desfecho alguém fica sozinho, e o que foi imaginado e desejado na história, se esvai.
Vale ressaltar que Drummond estava influenciado pelas vanguardas europeias, cujo espírito da época baseava-se em transição, libertação das tradições literárias e o questionamento da Modernidade. Havia o Modernismo, ou melhor, o pré-modernismo que buscava mostrar aos brasileiros que eles estavam alienados as questões sociais, até que em 1922, durante a Semana de Arte Moderna, iniciou-se a fase heroica, rompendo com o passado e tendo como precursores, Oswald de Andrade e Mário de Andrade. As obras expostas não foram muito bem aceitas, os jornais da época criticavam os artistas, fato este que deu força ao movimento.
Fonte: https://bit.ly/2MWaDVT
Há um poema que faz parte da obra de estreia do poeta chamada Alguma Poesia: Poema de Sete Faces, onde consiste num poema de 7 (sete) estrofes, que retrata um certo senso de humor e ironia, expressando um poema piada que busca mostrar o cotidiano, através de uma forma poética. Além disso, é um poema que faz alusão a ilusão do cotidiano, onde o número 7, que para nós é considerado o número da mentira, tenta levar o homem ao que se passa pelo mundo ao seu existencialismo. O poeta aborda assuntos, como desejo sexual desenfreado dos homens, questiona sobre seu próprio eu e faz uma cobrança a Deus. O que revela, através de metáforas a sua visão desesperançada da vida e do mundo. Em relação a sua estrutura, temos 7 estrofes no poema norteadas por um perfil autobiográfico, já que o autor fala em primeira pessoa e utiliza seu próprio nome na primeira estrofe.
Em suma, o poema mostra o deslocamento do poeta diante da vida, desajustado ou estranho, em outras palavras um “gauche”. Desta forma, Drummond era um escritor que mostrava as faces do cotidiano, a vivência, a sobrevivência ao mundo e demonstrava com maturidade seu sentimento a cada etapa da vida, sendo assim, ele conseguia expressar com profundidade o que se sabia, o que se passava.
A leitura de um Drummond em qualquer etapa da vida, passa por diversas interpretações, cada poema, palavra, escrita possui uma simbologia que se faz aprender e mostrar o mundo, por meio da visão extensa do autor, mostrando a você, uma bússola para encontrar e desvendar o caminho certo. Para mim ou para você? Neste caso, cabe a nós, entender!
Fonte: https://bit.ly/2oNtAeO
Então para você, qual o poema que mais gosta do Drummond? Tenho certeza de que já leram vários. Vamos conversar um pouco mais sobre ele?
Esta postagem faz parte do projeto #fazendohistoria, uma excelente iniciativa, que busca uma sinergia na comunidade, e vasta troca de conhecimento. Obrigada !
Valeu Steemit! Sucesso a nós!
Espero que gostem e Obrigada pela leitura!
Abraços cordiais
Fontes:
https://bit.ly/2usSAOa
https://bit.ly/2MUuMeW
https://bit.ly/2oQ2Bzm