Fonte: Divulgação (The Emerald Gore Society)
Sinopse: Izumi Shinichi é um jovem estudante que vive na cidade de Tóquio, mas que tem a sua vida posta de cabeça para baixo quando alienígenas em formas de vermes invadem à Terra com o objetivo de controlar os seres humanos..
Um dos aspectos que logo de imediato chama a atenção do espectador (antes mesmo da narrativa ser apresentada por completo e mostrar o seu direcionamento) são traços do anime. Um trabalho de arte muito bem produzido é pensado para criar os personagens, que possuem características físicas grotescamente marcantes (algo que definitivamente não é visto com tanta frequência).
As cores associadas a eles trabalham em conjunto em função de criar uma estranha harmonia para torná-los ainda mais dinâmicos (e isso fica bem evidente quando os movimentos dos personagens trabalham de modo acelerado... como por exemplo, nas cenas de ação).
Fonte: Divulgação (Amino)
A narrativa não é ousada, mas tem uma singularidades bem interessantes. O modo como os vermes invadem os seus hospedeiros é bem peculiar (apenas pelas orelhas ou nariz... indo então, diretamente para o cérebro e tomar o controle das funções do indivíduo) e, em particular, o que acontece com o protagonista da história é muito diferente: o verme não consegue tomar o controle dele por inteiro e o resultado é ainda mais inusitado, pois ambos passam a coexistir no mesmo corpo... Ou seja, agora Shinichi tem sua própria consciência "batalhando" contra a consciência do verme (que inclusive, toma parte da sua mão direita para poder se materializar).
Esse é um dos aspectos mais grotescos que eu fiz questão de enfatizar no início desse post (mas não mencionarei outros aspectos para não soar como um possível spoiler, haha)... E uma prova do quanto esse anime consegue ser diferenteão.
Fonte: Divulgação (Anime United)
Não acho que os personagens desse anime também sejam fortes (acho que uma boa parte deles seja até meio rasa demais... deixando no ar a possibilidade de apresentarem outras sub-tramas que poderiam ser exploradas e deixar à trama mais complexa), mas são legais o suficiente para sustentar o que a história precisa contar (que não é algo complexo, mas é algo artisticamente muito interessante de ser visto).
No entanto, é possível ver um grande esforço por parte da narrativa em focar nos problemas que a relação de amizade que surge entre Shinichi e o seu mais "novo amigo", porque eles estranhamente aprender a conviver juntos e isso desperta os maus olhares dos outros vermes "puros" (aqueles que conseguem dominar 100% dos seus hospedeiros), que agora tem como objetivo matá-los a todo custo, iniciando-se assim uma estranha luta pela sobrevivência (afinal, salvando-se... Shinichi também estará salvando um alienígena).
Fonte: Divulgação (Amefuri)
O dinamismo com qual os episódios são conduzidos (bem como a conexão entre os acontecimentos ao longo dos mesmos) vale muito à pensa ser mencionado porque é o outro diferencial da trama. Tudo fica bem amarrado, sem soar forçado ou deixar pontas soltas.
Optando por não perder muito tempo afim de mostrar ao público a que veio, o anime conta com 24 episódios que são bem aproveitados e que conseguem passar uma mensagem quase que apocalíptica sobre um futuro que talvez nos aguarde (e opta por uma visão de "fim do mundo" já muito conhecida do público - invasão alienígena, mas que se diferencia pelos aspectos técnicos).
Fonte: Divulgação (Pinterest)
Produzido pela Madhouse e exibido originalmente pela Nippon TV, o anime (conhecido popularmente como Parasyte é baseado no mangá escrito e ilustrado por Hitoshi Iwaaki (publicado originalmente entre 1988 e 1989).
Se você está procurando por um anime que fuja completamente de uma dinâmica (e principalmente da estética) já muito conhecida no mundo dos animes, Kiseijū: Sei no Kakuritsu é, definitivamente, uma ótima opção.