Nas décadas de 50 e 60 do século passado a China vivia isolada internacionalmente. Somente se relacionava com o bloco soviético e os países do chamado Terceiro Mundo.
De 40/50 anos para cá, a China passou por várias reformas, cresceu, conquistou lugar de destaque no mundo por meio de sua inserção internacional, até se tornar a segunda maior economia mundial.
Para isso, ela descartou os modelos existentes e desenvolveu o seu próprio. Para criar grandes conglomerados industriais, teve de aprender com a Coréia. Já para negociar com o Ocidente, se voltou para Hong Kong, a ex-colônia britânica. E para administrar riqueza, se inspirou em Cingapura.
Só fiz essa pequena retrospectiva para lembrarmos que a China não segue um planejamento stalinista e também não é uma ilha castrista nem uma república bolivariana. Portanto, mesmo que aparentemente tenha fechado o mercado para moedas criptográficas, isso não será definitivo.
É bom lembrarmos que o governo chinês não é tão centralizador e autoritário como muita gente pensa. Taiwan, Macau e Hong Kong estão aí para desmentir. Essas três regiões chinesas, com seus sistema legal, alfândega, moeda e leis próprias de imigração, possuem muito mais autonomia do que qualquer estado norte-americano.
Imagem: cointelegraph.com