É difícil encontrarmos por aí alguma pessoa que não goste de música. Ela é capaz de animar, de relaxar, de fazer refletir, de acalmar, de fazer chorar de alegria e de tristeza, de te transportar pra outros lugares, fazer reviver memórias, sejam elas boas ou ruins, e despertar tantos outros sentidos. Eu, particularmente, não vivo sem música e o meu momento preferido de celebração dessa paixão é, sem dúvidas, um show.
Meu amor pela música começou muito cedo. Ainda criança me tornei mega fã da dupla Sandy & Junior, febre entre o público infanto-juvenil nos anos 90 e começo dos anos 2000. Mas antes disso já ouvia de tudo um pouco, graças às influências dos meus dois irmãos mais velhos que iam de Racionais Mc’s a Mamonas Assassinas, passando também por Nirvana, Bob Marley e muitos outros. Já meus pais ouviam (e ainda ouvem) coisas como Tião Carreiro e Pardinho, Chitãozinho e Xororó, Roberto Carlos, Clara Nunes, Belchior... enfim, posso dizer que era uma seleção bem eclética.
Aos 12 anos conheci a banda Red Hot Chili Peppers (fato que merece um post exclusivo muito em breve) e foi aí que tudo mudou. Essa foi a porta de entrada para o mundo do Rock e, apesar de ouvir vários estilos musicais, nunca mais saí de lá. Fui ao meu primeiro show no dia 11/09/2004, aos 13 anos, sob a supervisão de um dos meus irmãos.
Era um festival chamado “Chimera Music Festival” e as bandas Charlie Brown Jr e Linkin Park tocaram nesse dia. Fiquei maravilhada e ao mesmo tempo muito assustada com aquele mundo de pessoas que lotavam o estádio do Morumbi. Mas foi naquela noite que percebi o poder transformador que um show podia exercer no meu dia, no meu humor, na minha vida.
Essa paixão virou vicio e de lá pra cá já foram MUITOS shows! Ainda tive a sorte de encontrar o Diogo () ao longo do caminho, que passou de parceiro de shows à parceiro de vida (mais uma história que terá um post especial aqui). Temos o gosto musical muito parecido, por isso, juntos, já vimos Red Hot Chili Peppers (nossa banda preferida!), Foo Fighters, Pearl Jam, Paul McCartney, System of a Down, Nando Reis, Nação Zumbi, Titãs, The Who, Guns n Roses e muitos, mas muitos outros.
O único ponto negativo dessa história são os preços dos ingressos. Infelizmente os valores costumam ser muito salgados aqui no Brasil, o que acaba tornando alguns eventos limitados e excludentes, pois além do valor do ingresso, ainda temos que pagar taxas de (in)conveniência, entrega, etc. Recentemente algumas produtoras responsáveis por alguns desses eventos, após serem boicotadas pelo público, mudaram valores de ingressos que estavam com preços abusivos ou facilitaram as compras liberando a opção de parcelamento, mas ainda estamos longe de preços justos.
No mais, recomendo a todos que vivenciem um momento como esse pelo menos uma vez na vida. Estar diante de seu artista favorito e ao lado de centenas, milhares de outros fãs é uma experiência única. Pra mim, funciona como calmante e me lava a alma!
Setembro/2016 - The Offspring
Setembro/2016 - Jorge Ben Jor
Dezembro/2016 - Show de despedida da banda Móveis Coloniais de Acaju
Janeiro/2017 - Dead Fish
Março/2017 - Metallica
Setembro/2017 - Rock in Rio
Obrigada por ler e até a próxima! :)