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A vida é um caminho e não uma linha de chegada. A vida é o plantio e não a colheita. É uma série de ciclos imprevisíveis, não uma equação matemática. Aprendemos a esperar sempre por possíveis recompensas provenientes de nossos esforços, mas a vida também não é um sistema de trocas. Existe uma conhecida frase que diz: "Esperar que a vida te trate bem porque você é uma pessoa boa é como esperar que um leão não te ataque por ser vegetariano".
Às vezes é preciso aprender a plantar, mesmo sem ter a certeza se as sementes irão germinar. A vida é incerta. E pra viver os nossos sonhos é preciso correr alguns riscos e estar preparados para imprevistos irremediáveis.
Quando lançamos as sementes dos nossos esforços, algumas vezes o solo não está fértil como imaginamos ou a chuva não vem no tempo certo, para umedecê-lo o suficiente. Mesmo assim, a semeadura não é em vão, pois da frustração de pequeninas sementes não germinadas é que podem nascer os maiores aprendizados de nossas vidas. E é esse aprendizado que nos torna habilitados para tentar mais uma vez, de uma forma nova.
Não importa o quanto as condições externas sejam desencorajadoras, sempre é possível uma renovação da esperança. A nossa vida nada mais é que uma sucessão de ciclos. Estamos sujeitos aos altos e baixos do destino. A frustração não vem da escassez de resultados em si; a frustração vem da nossa fixação pela fartura, vem da nossa imaturidade de querer sempre atingir os melhores resultados. Temos que aprender fazer o melhor que podemos, com as condições que temos no momento. Temos que aprender a assumir com maturidade os resultados provenientes das nossas escolhas, sejam esses resultados positivos ou negativos. É preciso aprender a aceitar os caminhos tortuosos da vida, independente do lugar para o qual esses caminhos nos conduzirão. Quando se ama a trajetória, pouco deveria importar o destino final.
A renovação da esperança e da fé nos permite seguir em frente, ajustando os pequenos erros e corrigindo grandes falhas. Nem todas as sementes que espalhamos nos dão a certeza de que dali surgirão frutos, mas é preciso aprender a amar também a semeadura, e não apenas os seus possíveis frutos...