Vendo uma matéria sobre como oncologistas pediatras abordam a quimioterapia em seus pacientes, pensei sobre como ser mais honesto.
O Oncologista:
Quimioterapia é um suco de super-herói que te transformará em um super herói.
Eu:
Tem um monstro crescendo dentro de você. Ele ainda é pequeno, por isso você tem que tomar esse veneno para matar ele antes que ele cresça e te devore. Não se preocupa que não é veneno suficiente pra matar você, mas é o suficiente para matar o monstro. O veneno vai te deixar enjoado e fazer seu cabelo cair por um tempo, mas acredite: o monstro é muito pior. Dependendo de onde o monstro estiver, o médico pode usar uma arma chamada 'radioterapia' nele, para deixar ele mais fraco.
Sei lá. Não sou médico nem pedagogo, mas sempre me incomoda quando a explicação infantil é muito diferente da realidade. Acredito que é possível simplificar os conceitos para uma criança sem a necessidade de inventar algo distante demais da realidade para isso. Com a abordagem do Monstro, a criança poderia entender melhor o que está acontecendo do que simplesmente achar que está tomando "suco de super herói". Pelo menos quando os adultos falam na frente dela sobre o tumor estar diminuindo ou sobre a localização dele, ela teria uma ideia mais verossímil do que está acontecendo.
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