OLÁ, z z z Z Z Z Z Z Z
COMPREENDI AS REGRAS QUE ME BLOQUEARAM A POSTAGEM. Monocromático me auxiliou no entendimento. NÃO PODEMOS POSTAR APENAS UMA FOTO. Entendi! Grata e valeu mono! z z z Z Z Z
Voltando a minha postagem que foi bloqueada por minha culpa. Interpretei as regras de forma equivocada.
Existem cheiros que o tempo não apaga. Para mim, o aroma do vinagre (ácido ascético) não me remete à cozinha, mas ao útero escuro de um laboratório fotográfico. Ainda posso ver os varais com as fotos secando. Entre 1999 e 2001, vivi mergulhada no universo do Preto e Branco. Eu não apenas tirei fotos; eu gesticulava no escuro para que a luz ganhasse corpo.
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Ter um pequeno estúdio naquela época era um exercício de direção de arte e paciência. Lembro-me das poltronas antigas, dos chapéus de época e das bengalas que serviam de âncora para os meus modelos. Mas a verdadeira magia acontecia depois, sem isolamento do laboratório.
Revelar um filme era um parto. O primeiro encontro com a imagem vinha através do "copião" (folha de contato). Ali, em miniatura, o filme inteiro foi revelado em uma única folha de papel. Era o momento da verdade: o enquadramento perfeito, o contraste desejado e, às vezes, o erro que se transformava em um efeito surpreendente, impossível de repetir.
Naquela época, a fotografia tinha peso e custo muito alto. Cada clique era uma decisão vital. Hoje, armazenamos milhares de imagens em HDs silenciosos, mas muitas vezes perdemos o ritual. O P&B continua sendo minha língua materna porque ele não me distrai com cores; ele me obriga a encarar a alma da forma.
Esta foto que compartilho agora carrega esse legado. Ela é o eco de uma época em que a luz precisa de tempo, química e silêncio para existir. No centro, tenho 45 anos, no auge do meu trabalho em estúdio. Mas abaixo, a composição ganha alma: a foto de 1973 é de minha mãe saudosa, e a de 1974 sou eu, prestes a completar 17 anos. rsrs
Hoje, armazenamos milhares de fotos em HDs, mas essa moldura física carrega o peso de um tempo onde a fotografia era um rito. O P&B continua sendo minha língua materna porque ele não me distrai; ele me obriga a olhar o olhar de quem veio antes de mim e o rastro que deixo agora.
O chapéu da foto pertence ao meu avô materno. Sou de família portuguesa por parte de avós, pai e mãe. Sou portuguêsa na alma, nascida no Brasil que carrega em meu apelido. O chapéu virou um símbolo em minha vida, e como moro nas Montanhas frias da Serra da Mantiqueira/SP, o cacheKól com K, faz parte do meu logotipo.
Grata pela orientação comunidade preto e branco.
link da postagem recusada: @tekabybrazil/a-alquimia-da-luz-do-cheiro-de-vinagre-ao-silencio-digital
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tekabybrazil