
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 70 milhões de pessoas em todo o mundo são autistas, com maior incidência no sexo masculino. As causas ainda não são determinadas. Porém, estudos apontam que diversos fatores tornam uma criança mais propensa a ter o TEA, dentre os quais destacam-se fatores genéticos e ambientais.
Dia de conscientização sobre o que nosologicamente é reconhecido como Transtorno do Espectro Autista.
Também ressaltar os avanços da escola francesa nos trazendo sinais semiológicos precoces, e nos dando mais instrumentos para diagnóstico e terapêutica, da difícil clínica que é a do Autismo.
M. C. Laznik, brasileira radicada na França, traz em seu pioneirismo, dentre outros fatores de muito valor, a sutileza da diferença entre o ver e o olhar. Nos lembrando como o Winnicott já havia introduzido, a importância dos pediatras nesse cuidado.
M. C. Laznik inova fazendo pontes entre a medicina, a psicanálise e a ciência. Trazendo sua visão monista, lacaniana, onde corpo e mente são um, tendo em vista a histórica divisão dualista que divide corpo e mente, e as estudam separados.
Ainda é um desafio as causas etiológicas do Autismo, mesmo assim, sabemos hoje a importância genética, e mais ainda, a importância dos fatores ambientais, maior que o genético, envolvidos no desenvolvimento do espectro autista.
Têm muito a se descobrir e trabalhar nessa área, tenho muita vontade de ir a França aprender com ela. Quem sabe um dia?!
Por último ressaltar que o Espectro Autista abrange muitas pessoas, e que é um nome fictício que orienta o conjunto de sinais e sintomas, tendo muitas apresentações diferentes, não sendo uma doença, e sim um transtorno.
A clínica se faz do indivíduo para o nosológico e não o contrário. Do vivo para o conceito. E o conceito não resume as singularidades da espécie humana.
Até mais!
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