A guerra urbana continua deixando suas marcas. Com a política de ordem do governo estadual, movida pelo governador e candidato a presidente Witzel, morrem brasileiros de todos os lados.
As favelas são locais de moradia, casas de 15 a 30 m², muitas vezes divido por várias pessoas. Locais em que o crime organizado tem muito poder. Mas o crime organizado e seus participantes são minorias em relação a população que ali mora.
Os confrontos entre polícia, milícia, tráfico, coloca os cidadãos em risco praticamente todos os dias. Nesses lugares a justiça é realizada pelas próprias mãos, ao viés do julgador, seguindo a lei da selva de pedras.
Morrem agentes de segurança, morrem moradores, morrem criminosos.
É um ciclo sem fim, que cria uma cultura cada vez mais cruel e adoecedora.
Já não basta estar diante da desigualdade social em seus extremos, de frente a miséria, à barbárie de todos os lados. A marca da violência esburaca nossa cultura há centenas de anos, e como sociedade perpetuamos esse funcionamento.
Não se busca tentar compreender esse caos, agir com inteligência, buscar quem realmente ganha com tráfico de armas, poder, influência, negócios, e isso só aumenta esse abismo, alimentando essa pulsão de morte.
Em tempos de medo, insegurança, sobra raiva, sobra ódio.
Dizem que estamos diante de mais uma crise econômica, contudo está mais para uma crise humanitária e moral. Enquanto isso continuaremos vendo espécimes matando fundamentalmente por dinheiro, para alguns, muito dinheiro.
A guerra às drogas é uma imensa rede econômica, para poucos, ao custo de muitos.
O senhor da guerra não gosta de crianças - Legião Urbana
"O desabafo do avô de Ágata, 8 anos, morta por um tiro de fuzil, não sai da minha cabeça. “Foi a filha de um trabalhador, tá? Ela fala inglês, tem aula de balé, era estudiosa. Não vivia na rua, não. Agora vem um policial aí e atira em qualquer um na rua. Acertou minha neta”. Twitter - Rafael Soares - Repórter que cobre segurança pública no
, no @JornalOGlobo e na @RevistaEpoca.
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