No ar desde o final do ano passado, o site da Lex Tokens, cujo link compartilho no final deste post, descreve o modelo da criptomoeda cuja ideia é servir de unidade de valor para divisão de lucros e investimentos em usinas de energia de fontes sustentáveis construídas e administradas pelo Grupo Alexandria. Matéria no jornal Estadão, publicada em dezembro, explica que a emissão do ativo digital é regulada pela Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) e pode ser acessada por investidores de qualquer parte do mundo: Lex Tokens, do grupo Alexandria, une blockchain a criptoativos de energia (via Outline para não cadastrados).
De posse da certificação norte-americana, Alexandre Brandão (fundador e CEO da Alexandria), revelou para o Cointelegraph - Aproximação entre governos de EUA e Brasil pode impactar regulamentação das criptos no país, afirma especialista - que os critérios adotados pela Securities Exchange Comission (SEC) poderiam servir como referência para o tratamento que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pode dar às criptomoedas localmente. Em recente entrevista para o jornal Gazeta do Povo - Energia para empreender em mercados emergentes - Alexandre, de 29 anos, resume sua trajetória e revela que atualmente os tokens somam R$ 20 milhões em valor patrimonial, representa as ações da empresa, que estão baseadas num produto real, que é a produção de energia nas usinas. Afirma ainda que o mercado de energia é superavitário, a operação gera lucro e na outra ponta existe o investimento que alavanca a operação.
Outra matéria, publicada em janeiro no site Ecommerce News - Lex Tokens lança primeira plataforma Blockchain nacional - diz que como lastro as Lex Tokens tem as usinas de energia construídas. A matéria do Estadão fala que que próximos dois anos, a expectativa é que esse valor das usinas suba para R$ 700 milhões. Além da própria rentabilidade do criptoativo, o grupo Alexandria estuda a possibilidade de permitir aos investidores a compra de energia mais barata para uma casa ou carro elétrico via a plataforma de blockchain e também o uso de tokens para a compra de geradores. Na entrevista para a Gazeta do Povo, o CEO revela que no Aeroporto de Curitiba/PR já existem dois postos de energia para reabastecimento de carros e nele é possível pagar com Lex Token.
Aqui no blog já comentei sobre a usina de Itaipu (Video de brasileiro na mineradora de criptomoedas da AWS que pegou fogo no Paraguai) e a mega-usina fotovoltaica inaugurada no Piauí (Vantagens na mineração de Bitcoin e criptomoedas usando energia solar podem ser replicadas no Brasil?), mas com foco na mineração de criptoativos. A proposta da Lex Coins por enquanto é diferente, foca na geração de energia sustentável e de fontes renováveis. O site do projeto lista as empresas que estão investindo no Grupo Alexandria, entre elas a Ambev (cuja experiência com a tecnologia compartilhei aqui no post Blockchain Insper - Estudo de caso para aplicação de blockchain na Ambev) e a Positivo. Esta última aliás, segundo esta matéria na Veja, acaba de estrear uma nova instalação do grupo: Universidade Positivo inaugura usina de energia solar.
LexTokens – Invista em um mercado que só cresce: Energia. LexTokens é o ativo digital do Grupo Alexandria, que comercializa projetos de usinas de energia renovável em todo o Brasil. Quanto mais a Alexandria cresce, mais seus Tokens valorizam. Já são mais de 33 km de usinas construídas e, em 2019, a projeção é que esse número seja multiplicado por cinco...