No mês passado o site Vox publicou sobre a expansão do programa de renda básica da prefeitura de Maricá no estado do Rio de Janeiro, previsto para beneficiar cerca de 50 mil cidadãos a partir do ano que vem. Post no blog oficial do governo municipal em maio - Prefeitura amplia programa Renda Básica e Cidadania - anunciou a mudança, outro post de dias atrás - Cadastro de novos usuários do Cartão Mumbuca começa com grande movimentação nas escolas - aparentemente confirma a boa receptividade. A matéria no site dos EUA, cujo link compartilho no final, faz um comparativo com outras iniciativas de renda básica no Alasca, Califórnia, Canadá, Finlândia, Irã, Quênia e o próprio Bolsa Família, do governo federal.
O repórter da Vox tb destaca que a origem dos recursos serão os royalties da exploração do petróleo, assim como acontece nos programas de renda básica do Alasca e do Irã. Outro diferencial é o uso da moeda social Mumbuca, que circula exclusivamente em formato digital, incluindo o app e-Dinheiro (https://edinheiro.net.br) da Rede de Bancos Comunitários. Não sei se a plataforma do Mumbuca usa a tecnologia blockchain, como as criptomoedas, mas representantes do banco social de Maricá estiveram presentes no evento Blockchain e digitalizações de moedas sociais: pensando práticas e desafios na universidade e no Rio de Janeiro, promovido pela UFRJ no meio do ano.
Entre outros participantes no evento, a empresa argentina Waba Network (https://waba.network), tb presente aqui no Steem blockchain com o perfil . Um painel com a FGV de SP, no post Dissertação de mestrado da FGV tem como tema as criptomoedas, blockchain e moedas complementares (sociais, locais e comunitárias) mencionei um estudo de lá, tb estava programado. Apesar da presença dos bancos comunitários da Cidade de Deus e Preventório, uma ausência que notei foi a moeda social Palafita, que já utiliza blockchain e citei aqui em: Banco Maré (do complexo de favelas da Maré no Rio) recebe $100 mil do fundo Global Fintech Accelerator Catalyst.
Pesquisando sobre a Mumbuca, encontrei matérias antigas nos sites da revista Época - Arma contra pobreza, 'mumbuca' é a primeira moeda social eletrônica do país - publicada em 2014, Colabora - Mumbuca: moeda social eletrônica - em 2018 e no blog de Felipe Fajardo, cujo post - Maricá e sua moeda: Mumbuca - foi publicado em 2017.
A matéria no site Vox também compara a iniciativa de Maricá/RJ com o programa de renda básica do pré-candidato Andrew Yang, na disputa para a presidência dos EUA pelo Partido Democrata. No site da campanha Yang2020 (https://www.yang2020.com), o político usa a sigla UBI (Universal Basic Income) e explica o que chama de Free Dividend, a tag #YangGang tb vem sendo promovida por aqui pelo steemian . Aliás, ao pagar com a moeda social eletrônica Mumbuca, a prefeitura espera incentivar a economia local, mais ou menos como prôpus aqui logo que entrei - Steemit e criptomoedas como ferramentas para economia solidária, moedas sociais e clube de trocas - e tb como outra iniciativa global que já atua no Brasil: Projeto da criptomoeda Moeda Seeds quer apoiar a produção de cerveja com castanha de baru em Formosa/GO.
Vox: Marica, Brazil, is making basic income a reality (Maricá, Brasil, está fazendo da renda básica uma realidade)