Em entrevista recente para o Portal do Bitcoin, cujo link compartilho no final deste post, Thiago Regis - co-fundador do Taylor (https://smarttaylor.io) - conta um pouco da experiência terrível de ver os fundos arrecadados serem todos roubados, após uma oferta inicial de criptomoedas (ICO) de sucesso. Thiago conta ainda que está retomando o cronograma com recursos próprios e pretende trabalhar uma vez por semana para lançar o produto no mercado e desfazer qualquer suspeita de má intenção.
Em seu lançamento em fevereiro de 2018 o projeto tinha como CEO, Fabio Seixas, empreendedor pioneiro que juntou conceitos da Web 2.0 com o ecommerce no famoso Camiseteria (que virou Soupop em março). Lembro que em 2008, quando eu trabalhava na Espalhe Mkt de Guerrilha e o Camiseteria já tinha 3 anos de existência, criamos o Microonderia Brastemp em parceria com eles. Blogueiro pioneiro com seu http://blog.fabioseixas.com.br, foi um dos poucos dessa geração a investir na chegada do blockchain e criptomedas.
Antes do Thiago assumir o cargo de CEO, o Fabio (que hoje comanda a Sof.to) anunciou um acordo entre a Taylor e a BR11 (https://br11.io), fundo de investimento em startups da Bossa Nova investimentos que também nasceu com uma criptomoeda própria. O fundo, que foi notícia no Correio Braziliense em 11/6/2018 - Bossa Nova Investimentos lança a primeira criptomoeda brasileira - foi criado por Pierre Schurmman, outro veterano da web (lançou o site de buscas Zeek que depois foi incorporado pela Starmedia). Reforçando o que compartilhei aqui em Mandic, pioneiro da internet no Brasil, defende o blockchain em matéria sobre os 30 anos da web, até quem participou da Web 1.0, construindo a internet do zero, tem a tecnologia e os ativos digitais na mira.
Se não fosse o ataque cibernético, a Taylor teria sido um dos poucos ICOs brasileiros a alcançar sucesso absoluto. Hoje em dia esse formato de financiamento foi meio que deixado de lado, substituidos pelos STOs (Security Tokens Offering). Nessa outra onda já temos iniciativas de peso como o ReitBZ - A primeira criptomoeda brasileira lançada por um grande banco será lastreada em imóveis. Apesar de ainda constar no site da BR11, que tb citei qdo compartilhei sobre seu concorrente em FCJX - A criptomoeda brasileira que quer incentivar um ecossistema para startups, parece que a parceria não foi suficiente pois o fundo de investimentos não é lembrado nesta retomada.
No Portal do Bitcoin, Thiago Regis confessa que a invasão na carteira da Taylor aconteceu por erros básicos de segurança, logo após o incidente, o site Cointimes - Atualização sobre o caso Smart Taylor - revelou que o ICO brasileiro havia sofrido roubo de mais de 2.500 ETH. Na época, o post em inglês Updates on the Taylor hack incident foi publicado no blog oficial do projeto no Medium. Mais recentemente, no mesmo blog, o post traz as boas novas da retomada do desenvolvimento, também em inglês: Development Update - March, 2019.
Portal do Bitcoin: O que aconteceu com a empresa brasileira que teve todas as criptomoedas roubadas. Startup que fez um ICO na Estônia foi relapsa na segurança e perdeu quase US$ 2 milhões...