O TERRITÓRIO DA AUTO-APRECIAÇÃO
A potencia leonina se realiza na expressão de si, em colocar para fora aquilo que vem do interior. A beleza do que surge se dá pela espontaneidade e auto-valorização embutidas nesta ação. Por isso, quando operamos nesta frequência, é natural produzir um certo magnetismo. As pessoas podem ter mais ou menos impulso ou desejo para esta atividade leonina, mas o fato é que quando testemunhamos a expressão bela de alguém há sempre um prazer compartilhado. Ou seja, mesmo quando as pessoas envolta não estão operando nesta frequência de expressão da beleza, elas se sentem atraídas em apreciar aquilo pelo simples fato de um deleite compartilhado. É um fenômeno que acontece quando estamos assistindo um ator brilhar no palco, mas que pode também pode estar presente nas mais comuns situações do dia-a-dia.
Nesse sentido a forma com que nos manifestamos, seja na fala, num gesto ou qualquer outro fazer, não é simplesmente uma ação mecânica mais uma atitude através da qual podemos transmitir algo de dentro para fora que, no caso da potência leonina, é a beleza, nas suas mais diversas formas.
O MITO DE QUIRON
Na mitologia, Quiron é um centauro imortal atingido por uma flecha com um veneno mortal. Por isso, ele não morre, mas o ferimento causado não se cura. Por sofrer de muitas dores, ele passa a procurar maneiras de amenizá-la. Diz-se o "Curador Ferido" porque Quiron passa a ter a capacidade de cuidar de outras pessoas porque ele descobre o antídoto mas e, além disso, possui a empatia de saber como é sentir aquela dor. Por isso, é a simbologia de uma dor que sofremos e que temos que buscar ativamente os antídotos para amenizá-la. Em termos de personalidade, os aprendizados do caminho de nossa maturidade fazem com que possamos viver de uma maneira cada vez melhor.
ASTROLOGIA COMO FONTE DE CONHECIMENTO NÃO DETERMINISTA
A posição de Quiron em cada signo ou casa astrológica sinaliza o local das feridas, assim como outros planetas falam sobre demais aspectos de nossa vida. É comum para quem não conhece a astrologia com um pouco mais de profundidade, questionar até que ponto os astros influenciam o comportamento humano e a dinâmica da matéria na terra (marés, crescimento das plantas). Independente desta questão, a astrologia vem construindo um vasto conteúdo sobre as personalidades e dinâmicas humanas ao longo de milhares de anos de aprimoramento. Por isso, mesmo que você não conheça seu mapa astral, pode simplesmente se interessar por um tema explicado pela via astrológica e entender mais sobre ele o ajudará em seu autoconhecimento.
A reconhecida astróloga Claudia Lisboa explica que hoje em dia não existe mais “eu sou assim porque sou de tal signo”, na verdade pode-se dizer “eu sou de tal signo porque sou assim”. Ou seja os arquétipos astrológicos nos ajudam a nos entender em um processo que deve passar pelo nosso discernimento, e não nos classificar.
Se você quiser saber onde Quiron se localiza em seu mapa natal acesse astro.com
QUIRON EM LEÃO
Quiron nesta posição é a perda da espontaneidade pelo medo de se sentir desapreciado, evitando a exposição para não se sentir inadequado, feio, desajeitado, bobo. Isso acaba dificultando relaxar e desfrutar dos momentos da vida de forma despreocupada.
Acontece quando a pessoa não aprecia a si mesmo, por isso é hipersensível nas situações em que sente constrangimento que, ao seu ver, só comprovam o que ela já sente. Por isso é comum neste Quiron duas estratégias. A primeira é tomada com base na crença de que se é inteiramente ridículo, adotando para si o papel do comediante eterno. E a na segunda tenta-se evitar qualquer situação em que essa fraqueza apareça, uma tentativa exacerbada de evitar ser ridículo assumindo um ar de superioridade que intimida as pessoas e as faz nem meter-se com você. Os dois caos evitam a livre expressão, que acontece no fluir espontâneo do que se tem no interior.
As memórias doloridas de infância de Quiron nesta posição são de momentos quando sua espontaneidade não foi aceita ou era bloqueada. Por isso guarda-se um desejo forte de um dia poder brilhar, ter seu momento de glória e admiração. Mas como é difícil aceitar que possui esta capacidade, pode negar os elogios a sua beleza, acreditando que os outros sempre possuirão mais que você e buscando se manter cativo na posição de admirador mas que no fundo sente muita vontade de ocupar aquele lugar.
O CAMINHO DO APRENDIZADO – CURANDO A FERIDA
Esta caminho começa com assumir a vontade de sentir-se admirado por suas realizações, sejam artísticas ou mesmo em outras áreas. A partir deste passo é possível iniciar um processo de aprendizagem e aceitação, aos poucos liberando amostras do seu interior.
Na verdade, neste processo, o mais importante é aprender a admirar a si mesmo ao invés de esperar isso de outras pessoas. Isso pode acontecer quando direcionamos nosso olhar não para o exterior, mas para aquilo que acontece entre você e sua obra enquanto você a cria, seja ela material ou não. É o deleite do processo, onde a ação da criação já da o tão esperado retorno em auto-satisfação. Por isso o mais importante não é a técnica ou exibir qualquer coisa com a intenção de agradar os outros, mas encontrar um lugar interior de conexão com sua estima.
O paradoxo é que quando paramos de procurar admiração alheia aceitando nossas imperfeições e belezas é que obtemos a sensação de orgulho desejada, e só vivendo nesta franqueza é que se obtém a admiração alheia. Mais paradoxal ainda é que, quando se obtém a admiração alheia neste caminho, ela já não tem tanta importância assim. E então não se teme mais a espontaneidade, porque seja lá o que vier de dentro é possível se deleitar e se divertir com isso.
Uma frase que possa resumir:
Desfrutar a maneira como se vive a vida, e esta maneira é, nada mais, nada menos, que o seu jeito de ser.
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