O TERRITÓRIO DA POTÊNCIA PRODUTIVA
A potencia virginiana consiste na otimização do funcionamento dos sistemas. Uma horta, por exemplo é um sistema que possui elementos como as mudas, a terra, a temperatura, a água. A produção na horta é mais eficaz conforme estes elementos são bem manejados, colocados cada um no seu tempo e condições ideais. Mínimos detalhes podem fazer a diferença, como a terra um pouco mais fértil, a chuva que cai no época certa da semeadura das sementes. Então, a habilidade virginiana permite que possamos enxergar as partes deste sistema e entender de que maneira elas podem ser ordenadas para a melhor produtividade possível. Essa forma de pensamento pode ser transferida para o nosso dia a dia, por exemplo, na otimizamos melhor nossos recursos quando temos uma rotina organizada.
O propósito de tal organização sempre se dá em relação a um objetivo. Por exemplo, na nossa rotina o referencial é otimizar o tempo. Se tratando de um projeto profissional o referencial poderá incluir otimizar o gasto dos recursos. Então há sempre um referencial como objetivo fim que baseia a construção e execução de um método adequado a este fim. A agenda como método está para o objetivo de uma rotina otimizada; a organização de uma lavoura esta para uma maior produtividade, e assim por diante.
Então, é o manejo controlado dos elementos que garante um bom resultado. Por isso não é a toa que se diz da energia virginiana que a tentativa de controle está muito está presente. Ela é realmente muito necessária quando se tem um objetivo e sabe-se de que maneira agir para chegar lá. O processo então é controlar para que tudo aconteça conforme este método.
Nesta tarefa é preciso também bastante capacidade de observação e análise para que se entenda o funcionamento das coisas dentro de um sistema. Uma percepção profunda sobre o sistema e suas partes torna possível saber de que maneira ele pode funcionar para chegar num resultado esperado. Em duas palavras: previsão e controle.
O MITO DE QUIRON
Na mitologia, Quiron é um centauro imortal atingido por uma flecha com um veneno mortal. Por isso, ele não morre, mas o ferimento causado não se cura. Por sofrer de muitas dores, ele passa a procurar maneiras de amenizá-la. Diz-se o "Curador Ferido" porque Quiron passa a ter a capacidade de cuidar de outras pessoas porque ele descobre o antídoto mas e, além disso, possui a empatia de saber como é sentir aquela dor. Por isso, é a simbologia de uma dor que sofremos e que temos que buscar ativamente os antídotos para amenizá-la. Em termos de personalidade, os aprendizados do caminho de nossa maturidade fazem com que possamos viver de uma maneira cada vez melhor.
ASTROLOGIA COMO FONTE DE CONHECIMENTO NÃO DETERMINISTA
A posição de Quiron em cada signo ou casa astrológica sinaliza o local das feridas, assim como outros planetas falam sobre demais aspectos de nossa vida. É comum para quem não conhece a astrologia com um pouco mais de profundidade, questionar até que ponto os astros influenciam o comportamento humano e a dinâmica da matéria na terra (marés, crescimento das plantas). Independente desta questão, a astrologia vem construindo um vasto conteúdo sobre as personalidades e dinâmicas humanas ao longo de milhares de anos de aprimoramento. Por isso, mesmo que você não conheça seu mapa astral, pode simplesmente se interessar por um tema explicado pela via astrológica e entender mais sobre ele o ajudará em seu autoconhecimento.
A reconhecida astróloga Claudia Lisboa explica que hoje em dia não existe mais “eu sou assim porque sou de tal signo”, na verdade pode-se dizer “eu sou de tal signo porque sou assim”. Ou seja os arquétipos astrológicos nos ajudam a nos entender em um processo que deve passar pelo nosso discernimento, e não nos classificar.
Se você quiser saber onde Quiron se localiza em seu mapa natal acesse astro.com
QUIRON EM LEÃO
Quiron neste posicionamento confere desafios na lida com a necessidade de controle. Quando esta energia está equilibrada, se lida bem com aquilo que não se pode controlar. Do contrário, pequenas doses de descontrole podem provocar sentimento de perturbação ou ameaça. Daí decorre um sobrepeso que significa assumir responsabilidade por coisas que não são possíveis de se controlar.
Estas situações são difíceis quando não se confia na sua capacidade de organização e controle, justamente porque acha que deve e é possível controlar tudo. Mas a vida mostra sempre que não temos o controle absoluto, e isso para um Quiron virginiano ainda não curado abala a confiança nessa capacidade. Isso pode levar a renunciar totalmente ao lado racional, analítico e pragmático, colocando-se em um estado quase constante de dispersão. Ou o contrário, recorrendo a vias erradas ou exageradas do exercício do controle, preocupando-se com muitos detalhes da organização e limpeza da casa, ou no trabalho, por exemplo, assumindo muitas tarefas pelos outros.
De qualquer maneira é sempre difícil lidar com informações, pensamentos, emoções e experiências em geral pois elas apresentam elementos que devem ser processados, analisados, entendidos. E essa tarefa é difícil porque se acredita que deve dar conta do entendimento de todos os detalhes e questões que se colocarem, e se não for assim não estará correto. É claro que agir dessa maneira demanda muita energia com coisas insignificantes.
O CAMINHO DO APRENDIZADO – CURANDO A FERIDA
Você é só mais um elemento destes sistema e não é capaz de prever tudo, mesmo que esteja fazendo isso da melhor maneira possível. A faceta do imprevisível é um componente permanente da vida, e é preciso enxergar sua utilidade. Somos incapazes de lidar com a totalidade da complexidade das coisas, de modo que é só o fluir natural que pode dar conta da parcela que não podemos prever ou controlar. Coloque diversas substancias em um mesmo recipiente e elas irão se movimentar e se modificar ligando-se, repelindo-se, produzindo novas substâncias conforme suas naturezas e a condição daquele ambiente. Aquilo pode parecer um caos, mas por outra perspectiva, é a capacidade criadora da vida em direção à criar uma outra vida que é possível ali, e não em direção ao desastre, perigo ou morte, como é a impressão que este Quiron confere. Então, o que vai acontecer depende da natureza que cada uma destas substancias carrega, e isso está muito longe do nosso controle.
Essa ideia é bastante filosófica e deriva do Pensamento Complexo. “Vida gerando mais vida”, e essa vida que nasce é aquela que é possível ali. Na interação entre duas coisas, o que surgir dali é o que é possível da relação natural entre essas duas coisas. Claro, é podemos intervir nos sistemas e modificar o resultado deste produto - e essa é a potência virginiana - mas sempre há uma parcela de imprevisibilidade. Temos que considerar também que nós quando intervimos num processo produtivo também esta presente a parcela da gente mesmo que nós não podemos controlar, então somos parte integrante desse sistema e não um elemento neutro.
Confiar na capacidade criadora da vida tem diversas consequências como relaxamento, livrando-se dos pesos que não se precisa carregar inclusive podendo delegar com mais confiança tarefas à outras pessoas e lidando melhor com a desorganização alheia.
É preciso aprender a lidar com as dificuldades e limitações que a vida impõe para não ficar frustrado demais e então poder realizar e dar créditos a sua capacidade analítica e de construção de coisas.
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