Acompanhado as notícias sobre a lesão do Neymar, me vi pensando a respeito da minha. Consigo imaginar o que ele deve estar passando porque além de correr para alto desempenho, eu já tive duas lesões desde o meu início em 2014. Dessa vez, depois de mais de um mês parada, devido a uma lesão no quadril, hoje eu voltei a correr.
Durante esse período, eu tentei me manter focada e não desanimar, porque eu sei que as lesões fazem parte da vida de qualquer atleta amador ou profissional. Diferente da outra vez, eu me mantive ativa da única forma que o médico permitiu. Era nadando.
Eu não tenho muita experiência para nadar porque não tenho condições para pagar uma academia de natação. Então, o jeito foi ir no Sesc e me arriscar sozinha. Em pouco mais de um mês de treino sem acompanhamento, consegui fechar em uma hora 1.750 metros sem parar. Não tenho parâmetros para considerar se isso é bom ou ruim, mas posso dizer que me senti vitoriosa com essa marca e minha disciplina, graças a Deus, de ir praticamente todos os dias.
A minha lesão como de tantos outros atletas veio em uma hora bem ruim. Antes dela, eu estava respondendo muito bem aos treinos e correndo os 5 km abaixo de 21 minutos. A minha luta é correr abaixo dos 20.
O pódio é bom, mas a sensação de cruzar a linha de chegada é indescritível (Foto: arquivo pessoal)
O pior de tudo é que quando contei para as pessoas, muitas duvidaram que estive falando a verdade, pois quando se fala em lesão, alguns te imaginam na cama sem poder andar. Não foi o meu caso. Porém, o médico me alertou bem a respeito de uma pré-fratura por estresse, e dos riscos de correr assim. Como eu levo muito a sério prontuários, eu respeitei o que ele falou.
A minha lição dessa história
O melhor de tudo isso foi poder me dedicar a um outro esporte que não tinha tanta familiaridade. Além disso, conversar e conhecer pessoas com histórias muito interessantes. A maioria dos frequentadores do Sesc que eu vou são idosos. E eles mandam muito bem nadando. São uma verdadeira inspiração para qualquer um.
Uma das histórias que mais me chamou a atenção foi de uma senhora de 90 anos, que aprendeu a nadar aos 74. Ela vive acelerando as pessoas enquanto estamos na raia nadando. Não gosta que ninguém fique parado depois de completar uma ponta a outra. Então, logo vem: “vamos, vamos, não para”. Normalmente, as pessoas respondem: “calma, só estou dando uma descansada.” Então, ela começa: “sabe a minha idade?”
Pronto, não tem jeito, consegue constranger qualquer pessoa, inclusive muitos já me vieram: “sabe a idade daquela senhora que não para de nadar?”
Por que contei todas essas coisas?
Para mostrar que existem situações que nos desanimam e desencorajam a prosseguir. Mas, tudo pode se tornar uma lição e o preparo para algo maior. O meu sonho é me tornar uma atleta amadora de ironman. Isso lá pelos meus 40 anos. Tudo bem, está longe! No entanto, preciso começar a me preparar de alguma forma. Vejo esses treinos na piscina como um bom início.
Até lá, se ainda existir Steemit poderei relembrar esse relato, e também contar as novas conquistas.
Por último
Se fosse ainda não pratica nenhum esporte procure algo que possa te satisfazer e dedique-se como puder. Certamente, isso vai mudar a sua vida. Eu, por exemplo, só consegui parar de beber refrigerante e ter um sono de qualidade depois da corrida.
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