A opinião pública favorável a um impeachment contra ele mal passou dos 50% enquanto que em 2015 Dilma teve 71% de apoio ao impeachment e mais de 90% contrária ao governo.
Temer negociou com o Congresso uma transição suave na eventualidade de um impeachment de sua colega de chapa. Já com Mourão os parlamentares estão apreensivos quanto a entregar a presidência para um comandante militar.
Fora o fato da eleição presidencial do próximo ano estar cada vez mais próxima, o que torna a possibilidade de um impeachment cada vez mais distante.
Estratégia política de Lula consiste em polarizar mais ainda o cenário político para ter chance de se eleger, e sem Bolsonaro no segundo turno isso seria praticamente impossível. Por isso é do interesse de Lula que Bolsonaro continue na presidência para deixar os opositores de Bolsonaro sem escolha em um segundo turno polarizado.
O PT acredita que a rejeição elevadíssima do Bolsonaro fará o povo todo se unir sob a liderança do partido da mesma forma que fez em 2015, e que em um eventual segundo turno todos os demais partidos se unirão com quem concorrer contra o Bolsonaro.
Não há risco dessa estratégia dar errado, pois os opositores de Bolsonaro não ficarão com tanto nojo dessa sujeira política a ponto de se abster ou votar em branco apenas para não apoiar o PT. Uma estratégia que funcionou muito bem em 2018
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