Dedolarização de reservas internacionais seria um bom negócio ou abriria o país para uma coletânea de vulnerabilidades econômicas?
Depende da moeda a ser adotada. Euros ou até metais preciosos como ouro poderiam ser saídas que possuem perspectivas de estabilidade. Moedas como o Yuan chinês, por outro lado, abririam o país para os caprichos de uma nação que em diversas ocasiões já manipulou de forma desestabilizante sua própria moeda para enriquecer os bilionários que controlam o partido único da ditadura daquele país. E antes que questionem, o próprio artigo 1º da Constituição da República Popular da China estabelece que o país é uma ditadura de partido único, o que poderia ser considerado o sonho molhado de Lula e dos petistas no Brasil.
Se essa tendência tivesse se iniciado no começo da Pandemia, eu pensaria diferente, mas por ela ter se acentuado drasticamente no último ano por forte influência da China e Rússia, claramente se trata de uma resposta às sanções econômicas aplicadas contra a Invasão Não-provocada e Injustificável da Ucrânia. Nesse quesito os países que decidiram promover o abandono do dólar após a aplicação das mais severas sanções econômicas na história recente parecem demonstrar um medo de serem vítimas de sanções semelhantes se vierem a fazer atos semelhantes. Mas por que eles teriam tanto medo de sanções semelhantes?
Um exemplo está no próprio Brasil, cujos apoiadores do atual presidente parecem defender a dedolarização justamente para que o Brasil possa apoiar a China impunemente no caso de uma guerra contra os países ocidentais. O mesmo presidente que concorreu pela plataforma de defender a democracia agora parece estar querendo alinhar o Brasil com ditaduras totalitárias por conta de sua birra com os EUA. Não é de se surpreender que ele tenha criado o conceito de Democracia Relativa como eufemismo para descrever ditaduras aliadas como a de Nicolás Maduro na Venezuela. Essa defesa de regimes ditatorias rendeu diversas críticas dos parceiros brasileiros que Lula ainda não comprou com o dinheiro dos contribuintes brasileiros. O Uruguai chegou a ameaçar se retirar do Mercosul se o atual presidente seguir defendendo regimes autoritários após se eleger com uma campanha em defesa da democracia. Ao que estamos vendo, a única democracia que Lula defende é a sua querida Democracia Relativa que na prática não passa de eufemismo para ditadura.
Já vimos que o grande interesse russo na dedolarização é em amenizar os efeitos das sanções econômicas aplicadas por consequência dos crimes contra a humanidade cometidos por Putin. O grande interesse chinês na dedolarização se dá como parte dos preparativos para destruir o regime democrático de Taiwan, regime democrático que o Brasil sequer reconhece por valorizar mais o dinheiro da ditadura totalitária do que os valores democráticos. Irã, Arábia Saudita e diversas outras ditaduras possuem forte interesse em dedolarização para cometer crimes contra a humanidade de forma mais impune. Mas e o Brasil? Qual o nosso interesse se não poder se aliar às ditaduras do mundo impunemente? De forma alguma os EUA podem ser considerados exemplo de virtude, pois cometeram diversos crimes também. Mas realinhar politicamente o país para apoiar ditaduras totalitárias sob esse argumento é trocar o mal-lavado pelo imundo.
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