This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
Yesterday, I was talking with some friends (also movie buffs, just like me) about the "price" that the most daring filmmakers, who defy the natural order of orthodox thoughts and behaviors, pay when they exercise their right to place the weight of their personal viewpoints on their own projects, testing them on a moral and ethical scale that is almost always frowned upon by the more conservative public. This is not a recent dilemma.
Although the movie industry has evolved considerably in dealing with themes involving minorities (globally), the path to full equality (at all levels, so to speak) is still very long. Fortunately, the presence of these filmmakers has become increasingly larger and more relevant, bringing a more balanced weight to a scale that remains very unequal. Basically, because they are the ones who challenge conservative logic.
On the other hand, the price they pay is bitter. There is a considerable (and traditionally known) lack of space for movies considered "controversial" to be produced and released, not to mention the fact that there is still a very small percentage of recognition for their work in major awards (for example) and even from the perspective of an audience that often remains unaware of the work they continue to do (and that is just as important, on a much larger scale). All the supposed visibility of great speeches remains hidden behind a "smokescreen".
The same creative freedom they have is what ends up keeping them "trapped" in a cage where entertainment becomes a source of reflection for those who want to delve into it, because the big studios are still quite oblivious to these types of more complex approaches in their projects. This is not necessarily bad (quite the contrary), because they break a paradox where cinema is seen only as an "escape valve" to get away from reality.
Thus, the price these filmmakers usually pay to maintain their positioning in their movies is almost always very high, and almost always never accepted by those at the top of the "food chain" within this segment. As a filmmaker who likes to think "outside the box", I greatly value these types of filmmakers, because their vision on the themes addressed always presents more challenging lines of thought. Creative freedom matters.
Within the mainstream cinema (which is largely more traditional) the creative freedom is real, but everything is limited to filmmakers who are already known on an international scale and who have the right to "fight" against the vision of the heads of major studios (something that doesn't even happen with filmmakers who have their own production companies). Therefore, it is within the well-known independent cinema that the breeding ground for the most transgressive minds resides, and they accept paying the price of "invisibility".
El precio de la libertad creativa.
Ayer, conversaba con algunos amigos (también cinéfilos, así como yo) sobre el "precio" que pagan los cineastas más audaces, quienes desafían el orden natural del pensamiento y el comportamiento ortodoxos, al ejercer su derecho a plasmar sus puntos de vista personales en sus proyectos, sometiéndolos a un análisis moral y ético que casi siempre es mal visto por el público más conservador. Este no es un dilema reciente.
Si bien la industria cinematográfica ha evolucionado considerablemente en el tratamiento de temas relacionados con las minorías (a nivel mundial), el camino hacia la plena igualdad (en todos los niveles, por así decirlo) aún es muy largo. Afortunadamente, la presencia de estos cineastas se ha vuelto cada vez más importante y relevante, aportando un equilibrio a una balanza que sigue siendo muy desigual. Básicamente, porque son ellos quienes desafían la lógica conservadora.
Por otro lado, el precio que pagan es amargo. Existe una considerable (y tradicionalmente conocida) falta de espacio para que se produzcan y estrenen películas consideradas "controvertidas", sin mencionar el hecho de que todavía existe un porcentaje muy pequeño de reconocimiento para su trabajo en los principales premios (por ejemplo) e incluso desde la perspectiva de un público que a menudo desconoce la labor que siguen realizando (y eso es igual de importante, a una escala mucho mayor). Toda la supuesta visibilidad de los grandes discursos permanece oculta tras una "cortina de humo".
La misma libertad creativa de la que gozan es lo que termina manteniéndolos "atrapados" en una jaula donde el entretenimiento se convierte en una fuente de reflexión para quienes desean profundizar en él, ya que los grandes estudios siguen siendo bastante ajenos a este tipo de enfoques más complejos en sus proyectos. Esto no es necesariamente malo (todo lo contrario), porque rompen una paradoja donde el cine se ve solo como una "válvula de escape" para alejarse de la realidad.
Por lo tanto, el precio que estos cineastas suelen pagar para mantener su posición en sus películas es casi siempre muy alto, y casi nunca aceptado por quienes están en la cima de la "cadena alimenticia" dentro de este segmento. Como cinéfilo al que le gusta de pensar "fuera de la caja", valoro enormemente a este tipo de cineastas, porque su visión sobre los temas que abordan siempre presenta líneas de pensamiento más desafiantes. La libertad creativa importa.
En el cine mainstream (que suele ser más tradicional) existe una cierta libertad criativa, pero todo se limita a cineastas ya reconocidos internacionalmente que tienen derecho a “oponerse” a la visión de los directivos de los grandes estudios (algo que ni siquiera ocurre con los cineastas que tienen sus propias productoras). Por lo tanto, es en el cine independiente, ya consolidado, donde se gestan las mentes más transgresoras, quienes aceptan pagar el precio de la “invisibilidade”.
O preço da liberdade criativa.
Ontem, eu estava conversando com alguns amigos (também cinéfilos, assim como eu) sobre o “preço” que os cineastas mais ousados, e que desfiam a ordem natural dos pensamentos e comportamentos ortodoxos pagam, quando exercem o direito de colocar o peso dos seus pontos de vistas pessoais nos seus próprios projetos, testando-os em uma balança moral e de bons costumes que quase sempre é mal vista pelo público mais conservador. Isso não é um dilema recente.
Embora a indústria cinematográfica já tenha evoluído consideravelmente ao lidar com temáticas envolvendo minorias (a nível global), o caminho pela equidade plena (em todas as camadas, por assim dizer) ainda é muito longo. Felizmente a presença desses cineastas tem se tornado cada vez maior e mais relevante, trazendo um peso mais equilibrado para uma balança que ainda segue sendo muito desigual. Basicamente, porque são eles que desafiam a lógica conservadora.
Por outro lado, o preço que eles pagam é amargo. Há uma considerável (e tradicionalmente conhecida) falta de espaço para que os filmes ditos como “controversos” sejam produzidos e lançados, sem mencionar o fato de ainda haver uma porcentagem muito pequena em relação ao reconhecimento do trabalho deles em grandes premiações (por exemplo) e até mesmo sob a ótica de uma audiência que por muitas vezes ainda desconhece o trabalho que eles seguem fazendo (e que é tão importante, numa escala bem maior). Toda suposta visibilidade dos grandes discursos ainda ficam escondidas atrás de uma "cortina de fumaça".
A mesma liberdade criativa que eles têm, é o que acaba mantendo-os “presos” em uma gaiola onde o entretenimento se torna uma fonte de reflexão para quem quer mergulhar nela, porque os grandes estúdios ainda são bastante alheios a esses tipos de abordagens mais complexas em seus projetos. Isso não é necessariamente ruim (muito pelo contrário), porque eles rompem um paradoxo onde o cinema é visto apenas como uma “válvula de escape” para fugir da realidade.
Sendo assim, o preço que esses cineastas costumam pagar para manter o posicionamento dele em seus filmes é quase sempre muito caro, e quase sempre nunca aceito por quem está no topo de “cadeia alimentar” dentro desse segmento. Enquanto cinéfilo que gosta de pensar “fora da caixa”, eu valorizo demais esses tipos de cineastas, porque a visão deles sobre os temas abordados sempre apresentam linhas de pensamentos mais desafiadoras. A liberdade criativa importa.
Há uma certa liberdade criativa no cinema mainstream (que é amplamente mais tradicional), mas tudo fica limitado aos cineastas que já são conhecidos em uma escala internacional e que tem o direito de “brigar” contra à visão dos chefes de grandes estúdios (o que sequer acontece com os cineastas que tem suas próprias produtoras). Logo, é dentro conhecido cinema independente que mora o celeiro das mentes mais transgressoras, e que aceitam pagar o preço de uma “invisibilidade”.