Muitos têm já uma lista de onde ir quando isto tudo terminar. A loja X, o restaurante Y. O problema é que alguns destes estabelecimentos podem não estar lá se isto demorar mais 2 ou 3 meses a estabilizar.
Fazer algumas compras nesta fase é uma forma de ajudar. Talvez a única forma.
As formações online dispararam, os serviços take away e entregas ao domicílio estão agora mais activos que nunca mas essa é só a forma mais visível e imediata de manter as coisas a funcionar.
Outra solução é a compra de vouchers/cupões. Muitas empresas já usavam, faz mais sentido nuns ramos do que noutros, mas agora o recurso a esta opção pode generalizar-se. Compra-se agora (provavelmente com desconto) e usa-se mais tarde, quando for possível. Há restaurantes que vendem vouchers de 5 a 20€ que poderão ser descontados posteriormente quando tiverem as portas abertas.
Claro... pode correr mal, fecham na mesma e perdemos esse dinheiro. Como tudo, é uma gestão de probabilidades e contribuindo estamos a aumentar a probabilidade de sucesso. De qualquer forma só faremos isto com os negócios/pessoas que mais gostamos e estimamos e a quem não nos importaríamos de dar 5€ a fundo perdido. Exercício: "Eu daria 5€ para tentar salvar o estabelecimento X que fazia parte da minha rotina para voltar a usufruir dele mais tarde?"
Outra solução menos comum é simplesmente contactar o vendedor e fazer uma encomenda. Quase todas as soluções em vigor são úteis para restauração e alguns serviços mas deixam muitas empresas de fora. Quem tem a porta fechada e espera por ajuda do Estado sem saber até quando isto vai durar não tem uma perspectiva animadora.
Comprar algo que gostaríamos e que temos adiado pode ser uma boa ideia. Não é o meu caso, mas aqui vai um exemplo: Alguém quer comprar uma guitarra mas tem adiado a compra. Provavelmente a loja de instrumentos está fechada agora porque não vende produtos nem presta serviços essenciais.
Mas será que a loja de instrumentos vai voltar a abrir?
Talvez seja boa ideia telefonar e perguntar se há stock ou como está a produção e distribuição... no fundo, aferir se é possível comprar a guitarra agora. Quem queria a guitarra fica com a guitarra e o dono da loja faz uma venda numa fase complicada.
Tenho visto ideias muito criativas e que parecem funcionar. Fazem falta mais, agora para quem não trabalha com take away nem entregas ao domicílio. É mais difícil mas há-de haver forma de ajudar.
RMach