Publicado en Español, Inglés y Portugués.
Editado en PhotoCollage
Imagen de Pixabay
Un saludo Ladies.
Me interesa reflexionar sobre la primera pregunta de esta semana de .
Llevo veinte años con esa persona, todo ese tiempo amando hasta lo inexplicable. Y un día, en treinta y cinco segundos, el mundo se desvaneció.
Las razones que me dio fueron banas. Tan absurdas que nunca pude encontrarles una explicación loable. Pasé meses buscando, dándole vueltas a un por qué que no existía. Me culpé, sí, pero al mismo tiempo sabía que no era así. Que no todo era mío.
Romper esos lazos nos deshace. Porque cuando vives en pareja, en familia, en sociedad, no es solo un querer o no querer. Forma parte de tu vida, es imprescindible. Y arrancarlo de golpe es implacable con la cordura.
Pero un día decidí algo, asumirlo. Sin explicación. Sin justicia. Sin cierre bonito. Solo asumir que pasó y que no iba a entenderlo nunca. Ahí solté la preocupación. Ahí recuperé de a poco la tranquilidad.
Hoy soy libre, plena, feliz. No porque haya olvidado, sino porque entendí que amar no es prisión. Es dejar ir cuando toca y quedarte con la enseñanza clara y es que el amor verdadero no te ata, te libera. Y si no, no era amor. Era costumbre con nombre de sentimiento.

ENGLISH
Hello ladies.
I’d like to reflect on the first question of this week from .
I’ve been with that person for twenty years, loving even the inexplicable all that time. And one day, in thirty-five seconds, the world vanished.
The reasons they gave me were trivial. So absurd that I could never find a praiseworthy explanation. I spent months searching, turning over a "why" that didn’t exist. I blamed myself, yes, but at the same time I knew it wasn’t like that. That not everything was mine to carry.
Breaking those bonds undoes us. Because when you live as a couple, in a family, in society, it’s not just a matter of wanting or not wanting. It’s part of your life, it’s essential. And tearing it away suddenly is merciless to your sanity.
But one day I decided something: to accept it. Without an explanation. Without justice. Without a nice closure. Just accept that it happened and that I was never going to understand it. That’s when I let go of the worry. That’s when I slowly regained my peace.
Today I am free, whole, happy. Not because I’ve forgotten, but because I understood that love is not a prison. It’s letting go when it’s time and keeping the clear lesson: true love does not tie you down, it sets you free. And if it doesn’t, then it wasn’t love. It was habit with a feeling’s name.

PORTUGUÉS
Olá, ladies.
Tenho interesse em refletir sobre a primeira pergunta desta semana da .
Estou há vinte anos com essa pessoa, todo esse tempo amando até o inexplicável. E um dia, em trinta e cinco segundos, o mundo desapareceu.
As razões que ela me deu foram banais. Tão absurdas que nunca consegui encontrar uma explicação louvável. Passei meses procurando, remoendo um porquê que não existia. Culpei-me, sim, mas ao mesmo tempo sabia que não era assim. Que nem tudo era meu.
Romper esses laços nos desfaz. Porque quando se vive em casal, em família, em sociedade, não é só um querer ou não querer. Faz parte da sua vida, é imprescindível. E arrancá-lo de repente é implacável com a sanidade.
Mas um dia decidi algo: assumir isso. Sem explicação. Sem justiça. Sem um final bonito. Apenas assumir que aconteceu e que eu nunca iria entender. Aí soltei a preocupação. Aí recuperei aos poucos a tranquilidade.
Hoje sou livre, plena, feliz. Não porque esqueci, mas porque entendi que amar não é prisão. É deixar ir quando é hora e ficar com o ensinamento claro: o amor verdadeiro não te prende, te liberta. E se não, não era amor. Era costume com nome de sentimento.

