[Português]
Como pesquisadora dedicada aos estudos de gênero e igualdade social, analiso o cenário brasileiro sob a lente da Necropolítica de Achille Mbembe e da Banalização do Mal de Hannah Arendt. Os dados do Instituto Patrícia Galvão revelam que, de 01 de janeiro de 2026 até agora, o Brasil registrou cerca de 500 feminicídios. Quando a morte de mulheres se torna um dado cotidiano e aceitável, estamos diante da institucionalização do mal.
Meu compromisso acadêmico é com a descolonização do pensamento. Embora reconheça as bases europeias, acredito que precisamos urgentemente valorizar as vozes do Sul Global e as teorias produzidas por mulheres e autores latino-americanos. Minha pesquisa busca diálogos entre a força de ****Angela Davis, a vivência de Carolina Maria de Jesus e a ética de Amartya Sen.
Entender a "chacina de gênero" no Brasil exige olhar para o racismo estrutural e para a criminologia feminista sob uma perspectiva interseccional. Como pesquisadora branca, meu local de fala é de escuta e amplificação de autoras negras como Djamila Ribeiro, garantindo que a ciência social não seja apenas um eco do norte global, mas uma ferramenta de libertação local.
Escolhi "Frida Resiste" porque a resistência é, acima de tudo, um ato intelectual e decolonial.
"Quiseram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes."
A frase que guia este perfil é o símbolo da vida que insiste em florescer contra as estruturas de poder.
[Español]
Como investigadora en estudios de género, analizo la realidad brasileña a través de la Necropolítica de Mbembe y la Banalización del Mal de Hannah Arendt. Con cerca de 500 feminicidios registrados en lo que va de 2026, enfrentamos la institucionalización de una violencia que ya no causa asombro.
Mi compromiso es con la descolonización del saber. Es vital valorar las voces del Sur Global y la producción intelectual latinoamericana y femenina. Mi trabajo busca un diálogo entre la fuerza de Angela Davis, la realidad de Carolina Maria de Jesus y la ética de Amartya Sen.
El nombre "Frida Resiste" es un recordatorio de que la investigación social debe ser una herramienta de resistencia y transformación.
"Quisieron enterrarnos, pero no sabían que éramos semillas."
Cuanto más intentan silenciarnos, más florecemos en la resistencia.
[English]
As a gender studies researcher, I analyze the Brazilian context through Mbembe’s Necropolitics and Hannah Arendt’s Banality of Evil. With nearly 500 femicides recorded so far in 2026, we face an institutionalized violence that has become "normalized" in everyday life.
My academic commitment lies in decolonizing thought. It is urgent to value Global South voices and the intellectual production of Latin American women. My research bridges the strength of **Angela Davis, the lived experience of Carolina Maria de Jesus, and the ethics of Amartya Sen. **
"Frida Resiste" stands for the belief that social research must be a tool for local liberation and resistance.
"They tried to bury us, but they didn't know we were seeds."
The more they try to silence us, the more we flourish in resistance.
[Todas as imagens deste post são autorais da autora, criadas para o projeto "Frida Resiste"]