Tive a honra de mediar e palestrar em um painel transformador na Token Nation, o maior evento de tecnologia, inovação e Web3 do Brasil. Ao lado de Marcivan, presidente da CUFA SP, e Aline Torres, ex-secretária de Cultura de SP, mergulhamos em um tema crucial: "Cultura é Tecnologia Social: Inovação e Potência dos Territórios Periféricos".
Discutimos como a cultura se torna uma ferramenta poderosa para gerar impacto, renda, regeneração e identidade nas comunidades. A arte, a música, a comunicação e o empreendedorismo das quebradas não apenas criam inovação social, mas também impulsionam economias criativas potentes. Como transformar narrativas periféricas em novas centralidades, levando a favela para o mundo?
Outro painel que ressoou profundamente foi "Do Território ao Palco Global: Cultura, Impacto e Nova Economia Periférica". A cultura periférica sempre foi sinônimo de inovação, e hoje se consolida como uma força econômica, política e social. Artistas, empreendedores e gestores culturais estão construindo modelos de negócios e comunicação que nascem na favela, movimentam bilhões e redesenham o futuro da economia criativa e regenerativa.
Marcivan, da CUFA, compartilhou insights valiosos sobre a atuação da instituição, que mescla assistencialismo com oportunidades. Mais do que oferecer cestas básicas, a CUFA capacita moradores de favelas no empreendedorismo, esporte e cultura. Exemplos como os shows em parceria com a Globo e a Prefeitura, que fomentam a economia local, o Palco Virada Cultural na Favela, o Dia da Favela (onde a comunidade mostra sua criatividade e potência), o Favela Game (que profissionaliza jovens), o projeto Ifood Acredita na Favela (apoio a pequenos comércios), a parceria com a Adidas Brasil (reforma de quadras e suporte a jovens) e o Projeto Ré-Começo (oportunidades para egressos do sistema prisional, inclusive com suporte para entregas da Amazon), demonstram o poder da ação social e do investimento nas comunidades.
No entanto, a urgência dessas discussões foi brutalmente reforçada pelos recentes e trágicos acontecimentos no Morro do Santo Amaro, no Rio de Janeiro. Em meio a uma festa junina, uma operação policial violenta resultou na morte de um inocente. Nossos parceiros do coletivo Ademafia fazem parte dessa comunidade devastada, e a dor e a injustiça são palpáveis.
Este episódio lamentável sublinha a importância de continuarmos a lutar por um futuro onde a inovação e a tecnologia social sirvam para proteger e empoderar as comunidades, e não para perpetuar a violência. É fundamental que as vozes das favelas sejam ouvidas e que as iniciativas que promovem a dignidade e o desenvolvimento sejam cada vez mais fortalecidas. A cultura é, de fato, uma tecnologia social poderosa, e precisamos usá-la para construir pontes, não muros.
(English)
Recently, I had the honor of moderating and speaking on a transformative panel at Token Nation, the largest technology, innovation, and Web3 event in Brazil. Alongside Marcivan, president of CUFA SP, and Aline Torres, former Secretary of Culture of SP, we dove into a crucial theme: "Culture is Social Technology: Innovation and Power of Peripherical Territories". We discussed how culture becomes a powerful tool for generating impact, income, regeneration, and identity in communities. The art, music, communication, and entrepreneurship of the favelas not only create social innovation but also drive powerful creative economies.
How can we transform peripheral narratives into new centralities, taking the favela to the world? Another panel that resonated deeply was "From Territory to Global Stage: Culture, Impact, and New Peripheral Economy". Peripheral culture has always been synonymous with innovation, and today it is consolidating as an economic, political, and social force. Artists, entrepreneurs, and cultural managers are building business models and communication that born in the favela, move billions, and redesign the future of the creative and regenerative economy.
Culture is, in fact, a powerful social technology, and we need to use it to build bridges, not walls.
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