Fonte: ListenNotes
A Era do Capitalismo Cognoscitivo
Conforme a Wikipedia:
Capitalismo Cognoscitivo é a Terceira Fase do Capitalismo. Nessa fase- correspondente ao trabalho pós-fordista - haveria maior geração de riqueza comparativamente às fases anteriores, e o conhecimento e a informação (competências cognitivas e relacionais) seriam as principais fontes de geração de valor.
Sabe quando aquele seu político favorito aparece na TV falando que vai "recuperar a indústria brasileira", ou aquele prefeito local que diz que está buscando "indústrias para atrair para a cidade"?
Então, eles estão falando de um mundo velho que já morreu e está enterrado debaixo de 5 palmos de terra.
A economia do mundo moderno tem seu crescimento puxado por setores de alta tecnologia: serviços financeiros, comunicação de massa, indústria cultural, etc. A indústria tradicional (mecânica, metalúrgica, etc.) ficou para trás, e não é mais o motor do crescimento do mundo atual.
Faça um experimento: analise a lista das 500 maiores empresas de capital aberto nos EUA, o índice SP500, e veja quantas dessas empresas seguem aquele esteriótipo tradicional de "uma grande planta industrial, cheia de equipamentos caros, e um monte de gente apertando parafuso".
Nas 10 maiores empresas do SP500, temos Apple, Microsoft, Amazon, duas vezes o Google (nas ações Alphabet A e Alphabet C), Berkshire Hathaway, Facebook (agora chamado de Meta), e UnitedHealth Group. Nenhuma delas possui uma única planta industrial. Não possuem fábricas. Não possuem grandes terrenos ocupados por estoques. Não possuem nada disso.
Fonte: AzerNews
Eles possuem pessoas inteligentes fazendo coisas úteis e valiosas. Pessoas essas que produzem conhecimento, que criam patentes e trademarks.
Analisando o restante do SP500, o fenômeno continua. JPMorgan, Visa, Bank of America, Mastercard, Visa, Walt Disney, Adobe...
Agora veja o Índice Ibovespa: Vale do Rio Doce, Petrobrás, Ambev, Weg, Embraer, Companhia Siderurgica Nacional, Gerdau... todas essas empresas seguem o padrãozão velho e ultrapassado, de pessoas produzindo coisas físicas para vender no mercado, desde chapa de aço até cerveja.
O Brasil não está ficando para trás. O Brasil já ficou para trás.
O mundo mudou, os países ricos já deixaram de se preocupar com a indústria e estão focando exclusivamente nas novas economias intelectuais, aonde ter uma patente é muito mais lucrativo do que ter uma máquina que faz chapas metálicas; aonde ter o copyright de um desenho animado engraçado dá muito mais dinheiro do que ter uma linha de produção de veículos.
O motivo é óbvio. Uma cerveja brasileira não consegue ganhar mercado no Japão ou na África do Sul: os custos de transporte são altos, a burocracia é um pé no saco, tudo é difícil. Já o capitalismo cognoscitivo é global: se um app de celular é legal, todos os internautas do mundo utilizarão esse app; se um filme é bom, todos os assinantes da Netflix vão querer assistir.
O Brasil precisa produzir mais conhecimento.
E como vamos fazer isso? Não tenho a menor ideia...
Obrigado por ler este post, e até breve!
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