Esse é o primeiro poema do livro em que estou trabalhando:
Está forte o café, forte como havia de ser neste dia
com delicada atitude, servindo àquilo para que é necessário
um fundamento, tanto às emoções quando aos corpos vivos
assim como tudo que há de ser substancial e há de alterar…
Retorno-me aos dias de infância
súbito gosto de goiabada com queijo
uma luz que se foi, como tantas mais
e abre seu espaço àquilo que é outro,
outro que é tão real e tem presença…
passado que é um presente embrulhado em papel laminado.
O laço no topo foi feito com minhas entranhas ainda vivas,
e tudo em mim que continua sangrando alimenta com vida,
e tudo em mim que é morto torna-se papel picotado, restos
os restos deste velho projeto escolar…
há muito terminado, agora descartado,
um eu, um si, que fez-se de si mesmo.
Fonte
Obrigado por sua atenção e voto :)
This is the first poem of a book I am working on:
The coffe is strong, strongas it had to be on this day
with delicate attitude, serving to what it is necessary for
a fundament, to emotions as well as to the living bodies
just as everything that has to be substancial and has to alter...
I return myself to the childhood days
sudden taste of guava paste and cheese
a light that has gone away, as many more
and open it's space to what is the other,
other that is so real and has presence...
past that is a present wrapped up in laminated paper.
The bow on top was made from my still living innards,
and everything in me that still bleeds feeds with life,
and everything in me that is dead becomes torn paper, leftovers
the leftover of this old school project...
finished long ago, now discarded,
a me, a self, that was made from itself.
Source
Thank you for your attention and vote :)