English [🇺🇸]
Hi everyone!
Paris 2024 Olympics are coming! Bodysurfing and the Olympic Games. Just reading these two words so close together in the same sentence makes my stomach turn. I don't know how to explain it exactly, but the mix of feelings is present.
Years ago, very few people believed that surfing, for example, could one day become an Olympic sport. The same happened with skateboarding. Both sports were negatively labeled, the athletes were not even seen and accepted as athletes, many were even considered marginal and idle.
But a lot has changed. The entities began to represent the fight and rights of athletes, showing the world that these modalities were also worthy of respect and professionalization. Large investments were made in championships and the media began to focus on these sports, giving them some visibility.
Photo: João Bazelatto, two-time Brazilian bodysurf champion, by Maíra Kellermann.
And where does bodysurfing fit into this story? Some time ago I read an article written by John P. Murphy, an American who lives in Puerto Escondido, Mexico. The writer raised a huge debate in the bodysurfing community, igniting flames of hope even in those who did not believe in a world circuit, let alone the Olympic Games.
Before getting into this topic, we need to present a snapshot of the current scenario. There are those who call bodysurfing the “poor cousin of surfing” due to its simplicity, but mainly due to the lack of support that leads it to be last in line, so to speak. For non-adherents, bodysurfing is just that game that you probably tried at some point in your life when you were a child, even without knowing exactly what you were doing. For practitioners of other wave sports, perhaps bodysurfing is just that and is a sport practiced by those who lack the ability to surf a wave from a board.
But if we take the dictionary, we find that the definition of the verb surf is the “act of riding a wave”. In other words, if you use a canoe to ride a wave, you are surfing. If you use your body to ride a wave, you are also surfing. So surfing is not limited to using a board for that purpose. Surfing is much more than that. To get an idea of the dimension of this sport in Rio de Janeiro, law 7669 of August 28, 2017 declares bodysurf as Cultural Heritage of an intangible nature of the State of Rio de Janeiro.
And in this bodysurfing trajectory about being at point A with the desire to get to B, it is also worth observing within each country how things are. I will first mention Portugal, which has a somewhat consolidated national circuit with excellent organization, showing its strength in the sport for a long time. In terms of territorial extension, Portugal is smaller than the state of Pernambuco, approximately 92,212 km² versus 98,312 km². That is, dealing with a national circuit in a smaller country makes the work less arduous, which does not invalidate, of course, the efforts involved in achieving it.
Photo: Rodrigo Carrajola, two-time Portuguese bodysurf champion.
But what about Brazil? In 2019, a national event with five stages took a giant step in the development of bodysurfing in our country. But the following year and for a few more years we experienced the chaos of the pandemic and things cooled down. The fact is that for there to be an organized championship, with excellent prizes, on a frequent basis, investment must be made by people and brands that really believe in the sport. Here in Brazil, bodysurfing has gained new practitioners simply because they enjoy the slight sensation of surfing with their own body, not necessarily for competition reasons.
But how could bodysurfing be in the Olympic Games? What are the main criteria for a sport to become Olympic? These questions and other questions were addressed in a video on my YouTube channel, where some athletes have already expressed their opinions on the topic.
Photo: The presence of bodysurfers is growing in Brazil, by Maíra Kellermann.
By the way, here are some topics for reflection and comments on the video mentioned above: what would be the positive points if bodysurfing entered the Olympic Games? Are there negative points? Would it make sense to separate the bodysurf and handsurf categories in order to equalize conditions for athletes?
There are several question marks, but today the Olympic flame is lit in bodysurfing and if we show our strength with the sport it deserves, no one will be able to put it out.
Aloha, see you soon!
About me
Physical education teacher, PhD student, content creator, bodysurfer and nature lover. Get to know me better here!
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Português [BR]
Aloha, galera!
A Olímpiada de Paris 2024 está chegando! Bodysurf e Jogos Olímpicos. Só de ler estas duas palavras tão próximas na mesma frase sinto meu estômago revirar. Não sei explicar ao certo, mas o misto de sentimentos se faz presente.
Anos atrás, pouquíssimas pessoas acreditavam que o surfe, por exemplo, poderia um dia tornar-se um esporte olímpico. O mesmo aconteceu com o skate. Ambos os esportes rotulados negativamente, os atletas sequer eram vistos e aceitos como atletas, muitos eram tidos até como marginais e desocupados.
Porém muita coisa mudou. As entidades passaram a representar a luta e direito dos atletas, mostrando ao mundo que essas modalidades também eram dignas de respeito e profissionalização. Grandes investimentos foram feitos em campeonatos e a mídia começou a se voltar para estes esportes dando-lhes alguma visibilidade.
Foto: João Bazelatto, bicampeão brasileiro de bodysurf, registrado por Maíra Kellermann.
E onde entra o bodysurf nessa história? Algum tempo atrás li um artigo escrito por John P. Murphy, norte-americano que vive em Puerto Escondido, México. O escritor levantou um grande debate na comunidade do bodysurf, acendendo chamas de esperança até mesmo naqueles que não acreditavam em um circuito mundial, quem dirá então nos Jogos Olímpicos.
Antes de entrar nesse assunto, precisamos apresentar um recorte do cenário atual. Há quem chame o bodysurf de “primo pobre do surf” por sua simplicidade, mas principalmente pela falta de apoio que o leva a ser o último da fila digamos assim. Para os não adeptos, o bodysurf é apenas aquela brincadeira que provavelmente você já experimentou algum dia na vida quando era criança, mesmo sem saber direito o que estava fazendo. Para praticantes de outros esportes de onda, talvez o bodysurf não passe disso e seja uma modalidade praticada por quem carece de habilidade para surfar uma onda a partir de uma prancha.
Mas se pegarmos o dicionário, encontramos que a definição do verbo surfar é o “ato de deslizar uma onda”. Em outras palavras, se você utiliza uma canoa para deslizar uma onda, você está surfando. Se você faz uso do seu corpo para deslizar uma onda, você também está surfando. Então surfar não se limita a utilização de uma prancha para tal. Surfar é muito mais que isso. Para se ter ideia da dimensão desse esporte no Rio de Janeiro, a lei de 7669 de 28 de agosto de 2017 declara o bodysurf como Patrimônio Cultural de natureza imaterial do Estado do Rio de Janeiro.
E nessa trajetória do bodysurf sobre estar no ponto A com o desejo de chegar em B, vale também observar dentro de cada país como as coisas se encontram. Citarei Portugal em um primeiro momento, que possui um circuito nacional um tanto consolidado e de ótima organização mostrando sua força no esporte há um bom tempo. Em extensão territorial, Portugal é menor do que o estado de Pernambuco, aproximadamente 92.212 km² versus 98.312 km². Isto é, lidar com um circuito nacional em um país menor torna o trabalho menos árduo, o que não invalida, é claro, os esforços envolvidos para sua concretização.
Foto: Rodrigo Carrajola, bicampeão português de bodysurf.
Mas e o Brasil? Em 2019, um evento nacional com cinco etapas deu um passo gigante no desenvolvimento do bodysurf em nosso país. Mas no ano seguinte e por mais alguns anos vivemos o caos da pandemia e as coisas esfriaram. O fato é que para existir campeonato organizado, com excelentes premiações, de maneira frequente, é preciso que seja feito investimento por pessoas e marcas que realmente acreditam no esporte. Aqui no Brasil o bodysurf tem ganhado novos praticantes simplesmente por apreciarem a leve sensação de surfar com o próprio corpo, não necessariamente em razão de competição.
Mas como o bodysurf poderia estar nos Jogos Olímpicos? Quais os principais critérios para um esporte tornar-se olímpico? Essas perguntas e outros questionamentos foram abordados em um vídeo no meu canal no YouTube, onde alguns atletas já emitiram suas opiniões sobre o tema.
Foto: A presença de bodysurfers vêm crescendo no Brasil, registrado por Maíra Kellermann.
A propósito, deixo aqui alguns tópicos para reflexão e comentários no vídeo citado anteriormente: quais seriam os pontos positivos caso o bodysurf entrasse para os Jogos Olímpicos? Existem pontos negativos? Faria sentido um desmembramento de categoria bodysurf e handsurf visando igualar as condições dos atletas?
Diversos são os pontos de interrogação, mas hoje a chama olímpica se acende no bodysurf e se mostrarmos nossa força com o esporte merece, ninguém será capaz de apagá-la.
Aloha, até a próxima!
Sobre mim
Professora de educação física, doutorado em andamento, criadora de conteúdo, bodysurfer e amante da natureza. Clica aqui pra me conhecer melhor!
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