ITALIANO
C'eravamo lasciati con le mancate pensioni e il sussidio governativo ai nativi brasiliani senz'arte nè parte (senza offesa). Ecco che invece aprire una microimpresa individuale conviene sotto parecchi punti di vista, pensionistico incluso. Ma per quanto nana, bisogna appunto correrle dietro in continuazione, perchè alle pubbliche amministrazioni gli gira di cambiare le carte in tavola ogni due per tre. Quest'anno non soltanto è stata la volta della novità dell'iscrizione a livello statale nei casi di commercio (e quindi l'affare ha toccato la mia piccolissimo attività di vendita dell'usato porta a porta), che mi è costato un lavoraccio protrattosi per buona parte di agosto (che non a caso è definito dai brasiliani il mese del disgusto: sembra infatti che la maggior parte dei pruriti siano soliti pigliare proprio in agosto, tra la borsa valori perennemente usa di crollare in questo mese, curiose decisioni governative e amministrative e ci si mette pure il clima che in questo mese vede i suoi picchi di peggioramento invernale) e il mese scorso un onorario al mio commercialista causa consulenza inusuale e ultra-mega-chilometrica, ma pure l'esclusione di 34 attività fino all'anno scorso permesse (nessuna delle mie 16 tra queste, ma ogni santo anno, anzi, tre volte l'anno mediamente, devo mantenermi informata non sia mai ne sbattano fuori qualcuna, motivo in più per essermi sbattuta all'infinito per mantenere in piedi il mio piccolissimo commercio). Ora vi chiederete se proprio quest'ultimo possa finire sbattuto fuori. In questo caso è davvero pressochè impossibile, dato che la microimpresa individuale è nata esattamente per far mettere in regola le vagonate di bancarelle e carretti ambulanti che spuntano come i funghi in primavera all'ordine non dico del giorno, ma del minuto. D'altra parte, per tantissimi latinoamericani (il fenomeno è, se mi si passa il termine, panlatino) è l'unicissima opzione di un lavoro onesto. Mi riservo la valutazione sul prosieguo della filippica.
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PORTUGUÊS
Ficamos com a questão das pensões e de subsídio do governo para os brasileiros nativos sem eira nem beira (sem ânimo de ofender). Nestes casos, abrir uma microempresa individual vale a pena sob vários pontos de vista, inclusive o da aposentadoria. Mas não importa o quão “anã” ela seja: você tem de correr atrás dela o tempo todo, porque as administrações públicas mudam o jogo a cada tanto. Neste ano não foi apenas a novidade do registro estadual em casos de comércio (portanto, a mudança afetou meu pequeno negócio de brechó porta a porta). Isso me custou muito trabalho durante grande parte de agosto (que não por acaso é chamado pelos brasileiros de mês do desgosto): parece, de fato, que a maioria dos desgostos tem o hábito de aparecer em agosto, entre o costume perene da bolsa de valores de despencar nesse mês, decisões governamentais e administrativas curiosas e até mesmo o clima, que vê seus picos de mau tempo do inverno se agravarem. E no mês passado tive a despesa de um honorário ao meu contador por uma consultoria muito incomum. Houve também a exclusão de 34 atividades do MEI, permitidas até o ano passado. Sendo que nenhuma das minhas 16 está entre elas, mas todos os anos, ou melhor, três vezes por ano, em média, preciso me manter informada, para que algumas delas não se saiam: mais uma razão pela qual tenho trabalhado incessantemente para manter meu pequeno brechó porta a porta funcionando. Agora podem se perguntar se ele pode ser afetado. Nesse caso, é realmente quase impossível, já que a microempresa individual nasceu exatamente para que carroças, barracas e carrinhos de rua, que surgem como os cogumelos nascem na primavera a toda hora, estivessem formalizados. Por outro lado, para muitos latino-americanos (o fenômeno é, se me permitem empregar o termo, panlatino), essa é a única opção de trabalho honesto. Reservo a minha avaliação sobre a continuação do papelão.
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