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After the COVID pandemic, we got scared of any new possibility of getting locked in our homes due to a pathogenic organism that could harm us. Thanks to a Hive colleague, I started to investigate more about the current hantavirus spread event that happened on a cruise ship called MV Hondius, which departed from Ushuaia, Argentina, traveled through the Antarctic region, and crossed the Atlantic toward the Canary Islands in Spain, close to Africa.
Hantavirus is a very deadly virus with a high fatality rate of around 35–50%; in severe cases, survival can almost feel like flipping a coin. In general, however, transmission is rare. But regarding the Andean strain, some information appears to be different.
The World Health Organization (WHO) came to the public today, saying that there is no major reason to worry since transmission requires very close contact, and they even compared the situation to COVID, emphasizing that this “is not a COVID-like situation.” But what does science actually say?
Between 2018 and 2019, there was an outbreak involving the same strain in the province of Chubut, Argentina. The article presents a more concerning picture than the current WHO public messaging.
According to the article, which documented 11 deaths after 34 confirmed cases, the transmission observed in that outbreak spread rapidly through four generations of infection. The outbreak had an effective reproductive number (R) above 2 before control measures were imposed. The paper even compares the transmission dynamics to SARS-CoV-2. Researchers also mentioned that “inhalation of droplets or aerosolized virions” could have been one possible route of transmission.
What is happening right now is that there is still considerable uncertainty about how this outbreak evolved aboard the MV Hondius. WHO officials emphasize that the public risk remains low, but previous scientific studies on the Andean strain show that under certain social conditions, the virus has demonstrated sustained person-to-person transmission.
I remember during COVID times that my wife started spraying bleach on everything that entered the house; the spread of information itself became fear-mongering. Human outbreaks involving the Andean strain are rare, with only a few major documented events, including the 2020 paper and another outbreak from the 1990s. So public health authorities are still learning how these transmission chains behave.
Despite the lack of a need for panic, contact tracing still needs to become more efficient. A total of 40 passengers disembarked in St. Helena, and the whereabouts of most of them remain unknown. At the moment, there are 5 confirmed cases, 8 suspected cases, and 3 deaths, including the Dutch couple who were among the first patients.
Here in Canada, we currently have 3 Canadians in quarantine, and 2 of them were on the ship. I just hope this outbreak is controlled soon. I really do not want to start fighting for toilet paper again.
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Após a pandemia de COVID-19, ficamos com medo de qualquer nova possibilidade de ficarmos confinados em casa devido a um organismo patogênico que possa nos prejudicar. Graças a um colega da Hive, comecei a investigar mais sobre o recente surto de hantavírus ocorrido no navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu de Ushuaia, na Argentina, para atravessar a região da Antártida e cruzar o Atlântico até as Ilhas Canárias, na Espanha, perto da África.
O hantavírus é um vírus muito perigoso, com uma alta taxa de mortalidade de 35 a 50%, sendo quase uma questão de sorte entre a vida e a morte. Mas, em geral, a transmissão é mais rara. No entanto, em relação à cepa andina, há algumas informações um pouco diferentes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) veio a público hoje dizendo que não há grande motivo para preocupação, já que a transmissão requer contato muito próximo, e até comparou a situação à COVID-19, enfatizando que “não é uma situação semelhante à COVID”. Mas o que a ciência realmente diz?
Entre 2018 e 2019, houve um surto envolvendo a mesma cepa na província de Chubut, Argentina. O artigo apresenta um quadro mais preocupante do que as atuais mensagens públicas da OMS.
De acordo com o artigo, que documentou 11 mortes após 34 casos confirmados, a transmissão observada naquele surto se espalhou rapidamente por quatro gerações de infecção. O surto teve um número reprodutivo efetivo (R) acima de 2 antes da imposição de medidas de controle. O artigo chega a comparar a dinâmica de transmissão do SARS-CoV-2. Os pesquisadores também mencionaram que a “inalação de gotículas ou vírions aerossolizados” poderia ter sido uma possível rota de transmissão.
O que está acontecendo agora é que ainda existe uma incerteza considerável sobre como esse surto evoluiu a bordo do MV Hondius. As autoridades da OMS enfatizam que o risco público permanece baixo, mas estudos científicos anteriores sobre a cepa andina mostram que, sob certas condições sociais, o vírus demonstrou transmissão sustentada entre pessoas.
Lembro-me de que, durante os tempos da COVID, minha esposa começou a borrifar água sanitária em tudo o que entrava em casa; a própria disseminação de informações acabou se tornando alarmista. Os surtos humanos envolvendo a cepa andina são raros, com apenas alguns grandes eventos documentados, incluindo o artigo de 2020 e outro surto da década de 1990. Portanto, as autoridades de saúde pública ainda estão aprendendo como essas cadeias de transmissão se comportam.
Apesar de não haver necessidade de pânico, o rastreamento de contatos ainda precisa se tornar mais eficiente. Um total de 40 passageiros desembarcaram em Santa Helena, e o paradeiro da maioria deles continua desconhecido. No momento, há 5 casos confirmados, 8 casos suspeitos e 3 mortes, incluindo o casal holandês que esteve entre os primeiros pacientes.
Aqui no Canadá, atualmente temos 3 canadenses em quarentena, e 2 deles estavam no navio. Só espero que esse surto seja controlado logo. Eu realmente não quero voltar a brigar por papel higiênico novamente.