Arredor, mundéu que nos circunda,
Seio ventre terra mãe, a natureza.
Nos vigora força pura, nos fecunda,
Cria a vida, grande obra de beleza.
Exalta, embriaga e nos inunda,
De alento, jovial sabedoria.
Seu dom é ampliar a mais profunda,
Tamanha vibração de melodia.
Sua força, o som do próprio Ser,
Abarcando a vastidão do inconcebível.
Mar onde morre todo rio.
Pra poderes conhece-lo deves ver
Pois em si mesmo é indizível,
Pleno, todo cheio, é vazio.
03/06/92
Poema filosófico escrito por mim em 1992, posteriormente transformado em música por Ruben Jacobina. Foto por Peter Canellov.
Data da Atividade: 11/04/2023
Contagem da atividade: 5342
Tipo de atividade: caminhada
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