This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
One of the most important (and popular) sporting events in the world is about to happen. Traditionally, more precisely since 1962, the World Cup has adopted the strategy of releasing a theme song to celebrate each edition of the football tournament that brings together the national teams of different countries. This year, Shakira once again took on the mission of raising this flag, and alongside rapper Burna Boy, released the song “Dai Dai”. The result is interesting.
The sound design is a well-orchestrated mix of rhythms like reggaeton and Latin pop, combined with Afro-style beats. The rhythm stays within expectations; that is, it's a song that exudes excitement and evokes danceable moments. The lyrics of this next world anthem feature a team of composers (in addition to Shakira herself) including Alexander “A.C.” Castillo Vasquez, Ed Sheeran, Jon Bellion and Ahmed Saghir, delivering a technically well-executed product to listeners.
The duet done by Shakira on Burna Boy was something unexpected, at least for me. I don't think the combination of voices was that assertive here, but the final product isn't the worst. In isolation, I think the song worked for both sides. The same cannot be said when there is a "fusion" between both voices... Because there is an "overlapping position" that doesn't sound harmonious at all, showing that there was a "forced" musical arrangement to sound "natural".
In short, the song exalts some great football stars (in fact, making nominal mentions), and also bets on the intention of praising football through the support of the public around the world. On the other hand, I think this song functions more as a media product to promote FIFA's corporate marketing than as genuinely artistic music. This was not necessarily a bad decision (after all, everything is a business), but it reinforces the idea of the hegemony of the bosses.
Perhaps, the great "setback" of this song is that it is a much more commercial and less artistic product (because the cultural appeal is less striking now). In any case, the song fulfilled its role... And even though it sounds like a sound that has already been made (and heard) before, there is a remarkable sense of "belonging" (because it is as if the song "embraces" many nationalities almost at the same time), and the rhythm is very fun within the overall context.
”Dai Dai”, la canción oficial del Copa Mundial (FIFA 2026).
Uno de los eventos deportivos más importantes (y populares) del mundo está a punto de comenzar. Tradicionalmente, más precisamente desde 1962, el Copa Mundial ha adoptado la estrategia de lanzar una canción oficial para celebrar cada edición del torneo de fútbol que reúne a las selecciones nacionales de diferentes países. Este año, Shakira asumió una vez más la misión de enarbolar esta bandera y, junto al rapero Burna Boy, lanzó la canción “Dai Dai”. El resultado es interesante.
El diseño de sonido es una mezcla bien orquestada de ritmos como el reguetón y el pop latino, combinados con ritmos de estilo afro. El ritmo se mantiene dentro de lo esperado; es decir, es una canción que irradia emoción e invita a bailar. La letra de este nuevo himno mundial cuenta con un equipo de compositores (además de la propia Shakira) que incluye a Alexander “A.C.” Castillo Vásquez, Ed Sheeran, Jon Bellion y Ahmed Saghir, ofreciendo a los oyentes un producto técnicamente bien ejecutado.
El dúo de Shakira con Burna Boy fue algo inesperado, al menos para mí. No creo que la combinación de voces fuera tan impactante, pero el resultado final no es malo. Por separado, creo que la canción funcionaba para ambos. No se puede decir lo mismo cuando hay una "fusión" entre ambas voces... Porque hay una "superposición" que no suena nada armoniosa, lo que demuestra que hubo un arreglo musical "forzado" para sonar "natural".
En resumen, la canción exalta a algunas grandes estrellas del fútbol (aunque solo las menciona de pasada) y apuesta por ensalzar este deporte a través del apoyo del público mundial. Por otro lado, creo que funciona más como un producto mediático para promocionar el marketing corporativo de la FIFA que como una pieza musical genuinamente artística. Si bien no fue necesariamente una mala decisión (al fin y al cabo, todo es un negocio), refuerza la idea de la hegemonía de los directivos.
Quizás el mayor “inconveniente” de esta canción sea que se trata de un producto mucho más comercial y menos artístico (ya que su atractivo cultural es menor). En cualquier caso, la canción cumplió su cometido... Y aunque suene a algo ya conocido, transmite una notable sensación de “pertinência” (como si “abarcara” a muchas nacionalidades casi simultáneamente), y su ritmo resulta muy divertido dentro del contexto general.
“Dai Dai”, a música oficial da Copa do Mundo (FIFA 2026).
Um dos eventos esportivos mais importantes (e populares) do mundo está prestes a acontecer. Tradicionalmente, mais precisamente a partir do ano de 1962, a Copa do Mundo adotou a estratégia de lançar uma música-tema para celebrar cada edição do torneio de futebol que reúne as seleções de diferentes países. Este ano, Shakira assumiu novamente a missão de levantar essa bandeira, e ao lado do rapper Burna Boy, lançou a música “Dai Dai”. O resultado é interessante.
O trabalho sonoro é uma mistura bem orquestrada de ritmos como reggaeton e pop latino, aliado as batidas no estilo afro. O ritmo se mantém dentro do esperado; ou seja, é uma música que exala animação e evoca momentos dançantes. A letra desse próximo hino mundial traz no seu time de compositores (além da própria Shakira) Alexander “A.C.” Castillo Vasquez, Ed Sheeran, Jon Bellion e Ahmed Saghir, entregando aos ouvintes um produto tecnicamente bem executado.
O trabalho em dupla feito por Shakira é Burna Boy foi algo inesperado, ao menos para mim. Não acho que a junção de vozes foi tão assertiva aqui, mas o produto final não é dos piores. Isoladamente, eu acho que a música funcionou para ambos os lados. O mesmo não pode ser dito quando há uma “fusão” entre ambas as vozes... Porque há uma “posição sobreposta” que não soa nada harmônico, evidenciando que houve um arranjo musical “forçado” para soar “natural”.
Em síntese, a música exalta algumas grandes estrelas do futebol (aliás, fazendo menções nominais), e também aposta na intenção de enaltecer o futebol através da torcida do público ao redor do mundo. Por outro lado, eu acho que essa música funciona mais como um produto midiático para promover o marketing corporativo da FIFA do que como música genuinamente artística. Isso não foi uma decisão necessariamente ruim (afinal, tudo é um negócio), mas reforça a ideia da hegemonia dos chefões.
Talvez, o grande “revés” dessa música é ser um produto muito mais comercial e menos artístico (porque o apelo cultural é menos marcante agora). De qualquer maneira, a música cumpriu o seu papel... E ainda que soe como uma sonoridade que já foi feita (e ouvida) outras vezes, existe uma notável sensação de “pertencimento” (porque é como se a música “abraçasse” muitas nacionalidades quase que ao mesmo tempo), e o ritmo é muito divertido dentro do contexto geral.