This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
I like to say that Brazil is not a country for amateurs. Many people think this is an exaggeration, and that it's all just a "pessimistic" thought on my part. However, whenever I encounter certain types of situations, I become more and more certain of this. Right now, we are in the Easter period, and one of the controversies within this moment of religious celebration is nothing less than "how chocolatey is the chocolate”. No, this is definitely not a joke (even though it looks like one).
Although, religiously speaking, the Easter tradition is still remembered for its true purpose, it is in predatory capitalism that this period "urgently" becomes a basic necessity for entrepreneurs in the chocolate industry: to sell. The big problem this time (and which is actually not as new as it seems) is that there are many chocolates with very high prices and with less and less cocoa (a fundamental raw material for their manufacture) in their recipe.
The situation is getting so serious that even politicians are planning to implement measures touted as "protective" for consumers, targeting chocolate manufacturers (in all shapes and types) to ensure they use at least a predetermined percentage of real chocolate in their products. Honestly, what have we come to? In a country with continental dimensions and riddled with problems, an issue like this gains such level of appeal.
Being Brazilian means having to deal with different types of controversies and realizing that we are all numb to what is happening. There is indignation, but no action. The system wins. Millions of people continue to buy these chocolates (especially the eggs, for purely religious symbolism and psychological and cultural reasons), and no matter how many "changes" there are in the scenario to maintain the real flavor of this chocolate... Everything always remains the same.
Feliz Pascua de Mentiras.
Me gusta decir que Brasil no es un país para aficionados. Muchos piensan que exagero y que es solo una idea pesimista de mi parte. Sin embargo, cada vez que me encuentro con ciertas situaciones, me convenzo más de ello. Ahora mismo estamos en Semana Santa, y una de las controversias dentro de esta celebración religiosa es nada menos que "¿cuánto chocolate es el chocolate". No, esto no es ninguna broma (aunque lo parezca).
Si bien, religiosamente hablando, la tradición de la Semana Santa aún se recuerda por su verdadero propósito, en el capitalismo depredador este período se convierte "urgentemente" en una necesidad básica para los empresarios de la industria chocolatera: vender. El gran problema esta vez (y que en realidad no es tan nuevo como parece) es que hay muchos chocolates con precios muy altos y con cada vez menos cacao (una materia prima fundamental para su elaboración) en su receta.
La situación se está volviendo tan grave que incluso los políticos planean implementar medidas supuestamente "protectoras" para los consumidores, dirigidas a los fabricantes de chocolate (de todo tipo) para asegurar que utilicen al menos un porcentaje predeterminado de chocolate auténtico en sus productos. Honestamente, ¿a qué hemos llegado? En un país de dimensiones continentales y plagado de problemas, un asunto como este adquiere tal relevancia.
Ser brasileño implica lidiar con diferentes tipos de controversias y darnos cuenta de que todos estamos insensibles a lo que sucede. Hay indignación, pero ninguna acción. El sistema gana. Millones de personas siguen comprando estos chocolates (especialmente los huevos, por simbolismo puramente religioso y razones psicológicas y culturales), y no importa cuántos "cambios" haya en el panorama para mantener el auténtico sabor de este chocolate... Todo sigue igual.
Feliz Páscoa da Mentira.
Eu gosto de dizer que o Brasil não é um país para amadores. Muitas pessoas acham que isso é um exagero, e que tudo não passa de um pensamento “pessimista” da minha parte. No entanto, sempre que eu me deparo com determinados tipos de situações, eu tenho cada vez mais certeza disso. Neste exato momento, estamos no período da Páscoa, e uma das polêmicas dentro desse momento de celebração religiosa é nada menos do que “o quão chocolate o chocolate é”. Não, isso definitivamente não é uma piada (ainda que pareça uma).
Embora, religiosamente falando, a tradição da Páscoa ainda seja lembrada pelo seu verdadeiro motivo, é no capitalismo predatório que esse período “urge” como uma necessidade básica para os empresários do ramo do chocolate: vender. O grande problema desta vez (e que na verdade não é tão novo assim quanto parece) é que há muitos chocolates com preços altíssimos e tendo cada vez mais menos cacau (matéria-prima fundamental para sua fabricação) na sua receita.
A situação está ficando tão sério, que até os políticos estão planejando implementar medidas ditas como “protetivas” aos consumidores, visando os fabricantes de chocolates (em todos os formatos e tipos), para que eles usem pelo menos uma porcentagem pré-determinada de chocolate verdadeiro em seus produtos. Sinceramente, a que ponto chegamos? Em um país com dimensões continentais e recheado de problemas, uma pauta como essa ganha um apelo desse nível.
Ser brasileiro é ter que lidar com diferentes tipos de polêmicas, e perceber que estamos todos anestesiados com o que está acontecendo. Há indignação, mas não há ação. O sistema vence. Milhões de pessoas continuam comprando esses chocolates (principalmente os ovos, por uma questão de puro simbolismo religioso e questões psicológicas e culturais) e por mais que haja “mudanças” no cenário para manter o real sabor desse chocolate... Tudo permanece sempre igual.