Olá a todos!
Sou o Ricardo, de Portugal, programador de profissão e de paixão, e um amante de ciência, psicologia e tecnologia. Sou ávido por conhecimento e por entender como as coisas funcionam. Estou determinado a ajudar os outros e a dar o meu contributo para tornar o mundo um lugar melhor.
Um pouco da minha história
Desde pequeno que me senti atraído por tentar perceber o porquê das coisas. Passava grande parte dos meus tempos livres a ler livros sobre a formação do universo, a origem da vida e a nossa evolução enquanto espécie. A minha disciplina preferida na escola era ciências e, nas noites de verão que passava na aldeia, durante as férias grandes, dava frequentemente comigo a olhar para as estrelas e a pensar na imensidão do universo e na sorte que eu tive por nascer um ser consciente, que consegue questionar-se e ver beleza no que o rodeia (não exactamente assim porque era um miúdo na altura, mas a ideia era esta).
À medida que fui crescendo e atingi a adolescência, fui-me deixando levar noutras direcções. O conceito de ser fixe e aceite pelo meu grupo de amigos passou a dominar cada vez mais a minha consciência. Quem não tivesse ténis da Nike e chapéus e cintos da Fubu era um falhado! Por outro lado, na escola era incentivado a preocupar-me mais com as notas do que com a aprendizagem. Tudo isto levou-me a abandonar a curiosidade e o fascínio pela realidade que me eram inatos e a valorizar opinião da sociedade acima de tudo.
Terminei a escola e decidi seguir engenharia informática, não porque fosse uma área que me interessasse particularmente mas porque a informática era um mercado em crescimento, que me ia assegurar trabalho e rendimentos com facilidade. Durante o curso, e início da minha vida profissional, comecei realmente a gostar de programar. Isto porque obrigava-me a compreender profundamente uma determinada problemática, para depois desenhar soluções para a resolver. Na altura ainda não o sabia, mas de certa forma, a programação alimentava aquela curiosidade infantil, a ânsia de perceber o porquê das coisas, que negligenciei a partir da minha adolescência.
Quando terminei o curso e comecei a trabalhar, e a ganhar dinheiro, a influência que a opinião dos outros tinha sobre mim passou a manifestar-se sob a forma de consumismo. Comprava roupa cara , de que não precisava, óculos de sol de marca, sem sequer olhar para o preço, comecei a fumar e a jantar fora quase todos os dias.
Tudo isto para tentar obter a aprovação dos outros e sentir-me bem com a imagem que tinha de mim mesmo.
Com o passar dos anos comecei a sentir um vazio e uma falta de propósito crescentes. Normalmente lidava com esses sentimentos distraindo-me (via uma série, ia ao café, etc) mas, por vezes, tinha momentos de clareza em que me questionava se a forma como estava a viver a minha vida era a mais correcta. Afinal estava a gastar a maior parte dos meus recursos e tempo livre com coisas que supostamente me fariam sentir bem, mas não estava a resultar. Para lidar com estas dúvidas acabei por me voltar para o desenvolvimento pessoal e comecei a implementar alguns hábitos mais saudáveis na minha vida: exercício físico, meditação, mindfullness e alimentação saudável. Apesar destas práticas terem melhorado substancialmente vários aspectos da minha vida, continuei a sentir falta de propósito. Foi através de amigos, juntamente com algumas influências online, que comecei a interessar-me por ciência, neurociência e psicologia e que, com alguma pesquisa e reflexão, comecei a obter algumas das respostas que procurava.
A minha perspectiva
Só quando comecei a ter algumas noções básicas do funcionamento da mente humana e da evolução da vida, que inclui a nossa própria evolução enquanto espécie, é que comecei a ter uma perspectiva mais abrangente da realidade do que me rodeia. Comecei a sentir-me cada vez mais ligado à humanidade e à própria vida. Isto fez me lembrar de quando era criança e olhava para as estrelas... Mas já não sou uma criança, enquanto antes apenas podia contemplar a realidade com uma espécie de fascínio impotente, agora tenho mais capacidade de raciocínio, mais conhecimento e ferramentas extremamente poderosas (como a internet) à minha disposição. Isto fez-me aperceber que estou numa posição privilegiada para ajudar a humanidade a evoluir e que não estou a fazer nada quanto a isso.
Decidi dedicar o meu tempo a tentar criar um impacto positivo no mundo. Embora este objectivo possa parecer vago, penso que a melhor abordagem para o conseguir é através do método ciêntifico. Basicamente tento ter uma percepção clara da realidade e tento fazer o que acho certo, com base no conhecimento que tenho, medindo o resultado e aprendendo com os erros. Penso que o seguinte excerto do episódio final do Cosmos ilustra bem o que quero dizer:
Porquê o steemit
Apesar de ser um entusiasta da tecnologia, a minha presença nas redes sociais era nula. Não uso facebook, nem instagram, nem tweeter. No entanto, recentemente comecei a explorar o mercado das cryptocurrency e, ao a estudar as moedas mais populares, descobri o steem e, consequentemente, o steemit. O conceito pareceu-me bom de mais para ser verdade! Uma plataforma que incentiva a partilha de opiniões e que permite encontrar e investir em pessoas com ideias similares às nossas, criando uma rede global para troca de ideias e experiências relevantes, sem os típicos trolls e “cancros” da internet era exactamente o que eu procurava.
O meu contributo para a comunidade do steemit passará pela partilha das minhas experiências a tentar ajudar a humanidade a evoluir, como por exemplo a série que estou a iniciar sobre deixar o meu emprego para mudar o mundo. Podem contar com a minha opinião, sobre tópicos relacionados, em psicologia, saúde, ciência e tecnologia.
Para terminar o post, que já vai longo, gostaria apenas de dizer que estou muito contente por estar aqui e ansioso por trocar opiniões e ideias com todos vocês! Espero que nos possamos ajudar e enriquecer mutuamente, afinal é para isso que cá estamos.
Obrigado por lerem até aqui! Estejam à vontade para colocar questões e dar o vosso feedback.
Se gostaram do que leram, aconselho-vos a ver o trabalho do meu irmão
e do meu grande amigo
.
Até breve
Ricardo