Por muitos momentos passamos por tribulações em todas as áreas da vida, muitas vezes sem entender o motivo de tudo acontecer ao mesmo tempo.
São "golpes" desferidos que vem de todos os lados atingindo todas as áreas.
Nessa situação, é muito comum chegar a conclusão que ir à lona é inevitável.
Então quando começamos a amolecer os joelhos, e perceber que vamos a nocaute, escutamos lá no fundo, meio distante, o soar do gongo anunciando que esse round acabou. Percebemos que ainda estamos em pé, mesmo com tantos golpes, e mesmo que já tivéssemos a caminho de aceitar a derrota.
Porém, mesmo salvos pelo gongo, temos a consciência que a luta não acabou. O cansaço e o medo de voltar a luta é muito intenso.
O adversário é muito experiente e bate com dureza e sem dó, nem o maior de todos os lutadores tem tanta potência e é tão incisivo nos seus golpes, como o nosso adversário.
E agora? Lutar e jogar a toalha?
Sem força, mas movido pelo apoio daqueles que estão conosco, decidimos enfrentar mais um round.
No round anterior, não havia estratégia. A única coisa que fizemos foi fechar a guarda e receber os golpes, buscando forças para nos mantermos em pé.
Então, agora teremos que agir diferente. Afinal, não existe maneira de termos outro resultado, com as mesmas atitudes de sempre.
Diferente do primeiro round, a nova estratégia é manter a distância e buscar literalmente "fugir" da luta.
A princípio essa está parecendo ser uma boa estratégia, mantendo a distância e fugindo, apanhamos muito menos.
Mas sem perceber, enquanto fugimos da luta, o adversário inteligentemente nos conduzia até o corner, nos encurralando. Fugir não foi uma boa idéia.
Muito pelo contrário, fugir nos deixou em posição de desvantagem, e começamos a passar pelo pior momento da luta nesse momento.
Além dos duros golpes que recebemos do adversário, temos que lidar com o auto julgamento, nos acusando de sermos incapazes e de sempre fazer a escolha errada.
Perdemos o foco e a concentração, e quando isso acontece, a situação piora.
Com tudo isso, ir a lona é inevitável. E foi isso que aconteceu.
Porém, sabemos que ficar na lona é opcional.
Enquanto o árbitro faz a contagem, decidimos se ficamos na lona e desistimos, eu se encontramos mais força em nós, ou em algo ou alguém que seja o motivo para levantar e não desistir mesmo que esteja difícil.
Mas a decisão deve ser tomada rapidamente, pois se a contagem terminar e não estivermos em pé, sentiremos o amargo sabor da derrota.
Não desistimos fácil! antes da contagem acabar já estávamos nos colocando em pé, com muita dificuldade, mas conseguimos.
Então a luta recomeça, e atordoados com tantos golpes não sabemos como reagir, então em um ato de revolta, indignados com a situação, começamos a golpear a esmo, com todas as forças, sem foco, sem direção, na busca de acertar apenas um desses golpes no aniversário. Golpe que se bem encaixado, acabaria com a luta instantaneamente.
Mas isso não acontece. Nessa situação de desespero em busca da solução, esgotamos nossas forças e mal conseguimos levantar o braço para a nossa proteção.
Percebemos que o adversário nos conhece muito bem, e sabia com clareza de cada movimento que estávamos prestes a realizar, em nosso ataque de fúria.
Então quando não se tem mais força de ataque em nós, nosso adversário se prepara para realizar o golpe que encerraria a luta de uma vez por todas.
Mas, eis que para a nossa sorte, soa o gongo novamente. Foi divino, pois o golpe seria fatal!
No descanso já não escutamos mais a orientação dos técnicos e nem o apoio da torcida.
A única coisa em que pensamos é: “porque isso está acontecendo comigo, e como ele sabia antecipadamente com clareza de cada movimento meu?”
Com essa intriga em nossa mente, voltamos para luta, e decidimos fazer algo que não tivemos coragem até o momento.
Resolvemos encarar o adversário, olhando nos olhos... Saber contra quem estamos lutando realmente.
Então, ao fazermos isso ficamos surpresos, e assustados... Porém, agora, convictos de que é possível vencer!
Ao encarar o adversário, percebemos que ele não é ninguém além de nós mesmos, com algumas crenças limitantes.
Crença que não são naturais nossas, mas que foram acumulando em nossa maneira de pensar e ver o mundo, conforme fomos nos alimentando e sendo alimentados com informações carregadas de miséria, paradigmas, conceitos, preconceitos, escassez até mesmo inveja e maldade.
Mas essas crença não são definitivas e agora entendemos o sentido dessa luta.
O ponto positivo é que ninguém conhece nosso adversário melhor do que nós mesmos, então podemos prever e antecipar cada ato dele.
Mas há ali um ponto negativo…
Será que realmente queremos deixar essas crenças de lado? Pois elas podem nos trazer alguns benefícios como, justificar nosso fracasso.
Com determinada crença limitante, podemos argumentar coisas do tipo: “eu sou azarado, nada da certo pra mim. Ou , nem todos nasceram para serem bem sucedidos isso já vem destinado para cada um.”
A luta está rolando, agora o adversário já é conhecido.
Bata decidir se, nocauteia, ou se deixa ser nocauteado. A decisão é sua.
Fica uma dica, para nocautear vamos precisar nos colocar em ação. Partir pra cima com todas as forças, e acreditando que somos sim, capazes de realizar o que queremos realizar, nos permitindo realiza e sabendo que talvez agora, aqui nesse momento, ainda não somos merecedores do sucesso. Porém, se mudarmos a postura, avançarmos com todas as forças e fazer o que tiver que ser feito, no final dessa luta teremos merecido essa vitória!
Então? Você vai nocautear ou se deixar ser nocauteado?
Faça sua escolha! Eu já fiz a minha!