"Juno, Companheira de Vida"
Hoje faz exatamente um ano que perdi você. No fundo, sei que não foi uma perda, mas sim, o seu caminho na vida dos animais. Alminhas que também encarnam e desencarnam, obedecendo a um ciclo divino de crescimento e iluminação nos reinos naturais da vida na Terra.
Mesmo assim, não posso furtar-me às saudades que assolam meu ser!
Você surge nos meus sonhos, que não são poucos, e eu choro de alegria. Quantas vezes levantou durante a noite comigo chorando por causa de um sonho que tive com você? Sim, Juno, não é fácil!
Lembro-me do dia que te salvei de um cativeiro, toda suja em meio a tantos outros animais, mas eu só podia levar um e eu ainda lembro das palavras: "aquela que está andando lá no cantinho, se escondendo". Torci para ser fêmea, e era fêmea. Pronto, arranjei uma dona para mim (sim, você foi minha dona, porque você mandava em casa, lembra disso?).
Você estava sempre junto, dormindo perto de mim, ou no meu colo. Na hora de ir para a cama, era aninhada no meu pescoço que você dormia. Enrolava-se toda e eu ali, sufocado, mas deixava você dormir. Havia noites que eu acordava com cãibra, porém você ficava intacta. Saudades disso!
E quando você tinha só dois meses de idade? Quando você chegou na sua casa, lembra disso? Eu não podia andar para lugar nenhum que você vinha correndo e ficava em cima dos meus pés, enrolava o rabinho e deitava a cabeça entre um pé e outro. E eu ficava ali parado, sem saber o que fazer. Claro, eu te pegava no colo e íamos para o sofá ver televisão. Como era bom! Somente eu e você, durante 20 anos. A casa está tão grande, faz até eco!
Tenho tantas lembranças, mas tantas, que eu conseguiria escrever um livro com vários tomos só falando de você e de toda alegria que você me deu. Contas os seus 20 anos comigo seria o maior prazer. Mas eu não consigo enxergar as teclas com lágrimas e, assim, vou parando e curtindo o momento em que sua presença fica mais diáfana, mais pura, aparecendo no meu mundo onírico para brincar comigo. Quando as saudades se abrandarem, quando o ciclone do desespero da falta se acalmar dentro de mim, esboçarei contos para você, juntarei em minhas memórias terrenas e deixarei para a posteridade dos amantes de animaizinhos. Eles saberão entender o sinto e saberão, ainda, ver você através de minhas palavras.
Meu amor é seu até que nos encontremos mais uma vez. A jornada nunca termina e a ligação, quando pavimentada com amor, é eterna. (Engraçado, nunca amei tanto um ser na minha vida como amei você!)
Nota: A dor é grande! Desde o dia 23 de julho, aniversário da minha mãe, que também não está mais na Terra visível, até o final do mês, quando Juno foi morar com ela, é bem difícil para mim. Porém, tudo melhora, e eu também vou, prometo. Um beijo, um abraço, felicidades, paz e bem!
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Muito obrigado por sua visita, carinho na leitura e comentários!
Abraços, !
Publicação de 27 de julho de 2017.