O Imaginário virtual retorna trazendo Introdução á Dialética da Libertação do filósofo português @charliept777 na íntegra. Com o texto de apresentação Introdução á Dialética da Libertação - Anarquismo, Existencialismo e Descentralismo. Dividindo essa primeira parte em Introdução Geral hoje, e nos próximos posts teremos Introdução ao Anarquismo, Existencialismo, e Descentralismo.
O capitalismo é o deus oculto de uma religião cultural com os dogmas do consumismo e da acumulação de riqueza." - charlie777pt Introdução
Nesta série de artigos irei falar sobre "Dialética da Libertação", integrando 3 fontes fundamentais da liberdade pessoal, o existencialismo, o anarquismo e o descentralismo, explorando os seus pontos comuns, as suas pseudo-contradições, e as suas extensões para a luta pela liberdade na sociedade atual.
Espero também falar sobre assuntos mais específicos como a psicanálise de cariz existencialista e das suas relações com a anti-psiquiatria, a grande arma para a total desestruturação pessoal, como possível ressureição de um novo ser humano na sua unidade e singularidade.
Este primeiro título da série, A Dialética da Libertação, é uma homenagem ao Congresso com o mesmo nome que aconteceu em Julho de 1967 em Londres.
Por outro lado, os subtítulos Anarquismo, Existencialismo e Descentralismo, tratam das três principais filosofias de autolibertação que influenciaram as minhas experiências de vida e têm em comum o ponto do individualismo.
Eu era muito jovem quando entendi que o coletivismo (socialista ou social-democracia) não era a resposta para o capitalismo livre porque qualquer ideal bonito que é usado por uma pessoa, desperta sempre a vontade de poder e dominação, como uma doença de centralização.
A direita e a esquerda têm o objetivo comum de dominação e o uso do poder, que se transforma sempre em abuso e vício.
Em Portugal depois do 25 de Abril de 1974, a maioria dos revolucionários á volta de mim, invocava como motivos da sua atuação, a luta pela libertação da humanidade da injustiça e da pobreza, mas eles estavam a esconder de si mesmos, que eram movidos pela vontade de poder para o exercício da força para controlar os que eles queria libertar.
A maioria dos amigos da minha juventude que queria uma humanidade livre, hoje estão há muito tempo viciados no exercício do poder, e esqueceram as outras pessoas no primeiro dia em que se sentaram no trono.
E todas as minhas ferramentas políticas chegaram a um beco sem saída, e então eu conheci a obra Sartre e não pude deixar de ler tudo, e encontrei outros autores como Simone de Beauvoir, Albert Camus, Karl Jaspers, Fyodor Dostoiévski, Martin Buber, Arthur Schopenhauer, Herbert Marcuse, Ronal D. Laing, David Copper, Allen Ginsberg, e muitos todos os que mencionarei durante esta série.
As expectativas de que o capitalismo se tornasse a garantia de um mundo de bem-estar e melhor para todos, eram um absurdo criado pelo sistema na mente das pessoas, resultando no declínio da família e da sociedade burguesa e não há soluções para esse problema nas atuais estruturas centralizadas.
O declínio da atual civilização centralizada, tecnológica e politicamente pervertida, já está a entrar em colapso que é evidente e inevitável, mas não podemos prever quando isso vai acontecer.
O capitalismo centralizado da economia atual é como o fogo, que foi o começo de nossa civilização e levará muito tempo para extinguí-lo no nosso planeta em chamas, mas ambos devem ser interrompidos para a sobrevivência da raça humana.
1 - Anarquia
Liberdade, Não a Filha, mas a Mãe da Ordem." - Proudhon
O terrorismo anarquista contra a Realeza, surgido no final do século XIX, criou mitos da anarquia na sociedade, de um banho de sangue e o horror de assassinatos, mas hoje parece ter acontecido uma vez na história do anarquismo, mas eles só queriam chamar a atenção do público para uma tremenda exploração e injustiça social e para deter o ciclo do poder herdado pela divindade dos reis.
Anarquia significa como uma sociedade sem governos e centralização, e o anarquismo é a filosofia social para mostrar o caminho para a sua realização.
Anarquia é a afirmação individual sobre a moralidade e o Estado e é hostilidade à democracia burguesa capitalista e ao socialismo autoritário.
A anarquia é uma grande árvore com muitos ramos, que tentaremos classificar e definir na primeira série sobre anarquismo para uma visão mais ampla de todos os teóricos, ramos e suas manifestações.
O anarquismo teve todos os tipos de reações, desde o pacifismo e o diálogo até ás bombas e ao terror, para combater o poder que se opunha à vontade do povo.
O anarquismo individualista é um dos muitos movimentos que afirmam a prevalência do indivíduo e da sua vontade, sobre a determinação de maiorias, grupos, sociedade, normas, tradições ou ideologias.
Esta filosofia foi iniciada por Benjamin Ricketson Tucker (1854-1939) o editor e distribuidor da revista anarquista individualista Liberty.
se o indivíduo tem o direito de governar a si mesmo, todo governo externo é tirania." - Benjamin Tucker anarquista individualista
Prudhon foi o primeiro teórico do anarquismo sobre a independência económica, cuja solução passa pela extinção da ineficiência do estado através de nossa práxis (ação humana).
Obs: Citações e texto direcionado com autorização do autor. No blog do autor você pode ter acesso a série de textos A Dialética da Libertação.
Autor:
- https://steemit.com/@charlie777pt
Original post with disclosure authorized by the author.
Apoio:
Dúvidas, críticas ou sugestões sintam-se a vontade para deixar nos comentários! Participações são recompensadas como voto acima de 0.1 STU nos comentários!
Editor: Matheus Guimarães Gomes Rangel- Médico - R2 Psiquiatria SMS Rio de Janeiro - CRM-RJ: 5295376-8
Sponsored ( Powered by dclick )
Originally posted on Imaginário Virtual. Steem blog powered by ENGRAVE.