Como todos os dias, vou dar uma volta
ninguém na reunião,
sem qualquer destino
e sem nada no pensamento.
Eu tinha um lápis para falar
e um caderno para pintar
minhas pequenas e grandes memórias.
Mas hoje eu não consegui escrever nada,
a chuva foi sentida,
e eu só conseguia cantar
sob o guarda-chuva de desejos.
Voltei para o meu lugar
o caderno ficou molhado
e as lágrimas dos meus olhos
pintaram sete letras nele.
Eu pude ler a solidão
a tampa fechada,
e a palavra molhada
está sempre no caderno.