Não sou um adepto e nunca escrevi numa rede social. Não sei se o farei de novo. Sei que não tenho nem paciência nem sabedoria para grandes dissertações. Uma coisa é certa: nunca para falar de mim, da minha vida, do que almocei hoje …
Acabo de ouvir na rádio uma notícia, a meu ver, espantosa.
O governo decretou estado de emergência pública preventiva por causa dos incêndios que se espalham por este nosso país. Como sempre, como todos os anos, porque todos reclamam, porque ninguém faz nada, porque os interesses se sobrepõem às comunidades. Porque mesmo os directamente interessados nada fazem na limpeza das matas. Grita-se, para gaudio da comunicação social, que os bombeiros não apareceram, que (agora) o “siresp” não funcionou, mas ninguém limpa a porcaria nem nos cinco metros à volta da casa.
Mas voltemos à notícia que ouvi: pois queiram saber que começa às zero horas de dia 20 a caça à rola comum, ao pato real, à galinha d’agua, ao pombo-da-rocha, ao pombo bravo e à grelha preta.
Ora, desgraça, o dito estado de calamidade pública está em vigor até às 24h do dia 21 pelo que não podem os caçadores de dar tiros nas referidas aves por, imaginem, vinte e quatro horas …. Vinte e quatro horas inteiras … inacreditável, inadmissível. Que será dos caçadores sem um dia inteiro sem tiros …
Já pediram, claro, uma reunião com o Primeiro-Ministro.