Lógica, coerência, discernimento. Três características inerentes a qualquer pensamento sério neste mundo. Na verdade, mais que apenas características: a seriedade por si mesma depende de tomá-las como valores a serem praticados constantemente.
Características que se fazem valores? Sim, pois são reflexos de um pensamento correto. São tão necessárias, na verdade, que até a música as contém, em forma de letra, ritmo e harmonia. Quando apreciamos uma boa música, como Amar Pelos Dois ou a poderosa Vive Per Lei de Andrea Bocelli, estamos apreciando mais que a mensagem (lógica) que por ela é passada, pois o contexto (coerência) também importa.
A lógica é a ciência do pensamento, porque, assim como em física e geometria, todos os processos de um pensamento corretamente estruturado podem ser reduzidos a regras elevadas e que, ao mesmo tempo, podem ser ensinadas ao público em geral.
A coerência e o discernimento, intrínsecos à lógica, mantêm o pensamento abrangente e conexo. A coerência abraça todas as variações de um mesmo ponto de vista e o discernimento nos dá a capacidade de distinguir o joio do trigo.
Mesmo assim, essas três características, infelizmente, deixaram de ser tão somente detalhes aos quais podemos nos atentar durante debates e, por faltarmos com o devido respeito a elas, passaram a ser virtudes quando praticadas. Quem as exercita não está tão somente expressando suas visões de mundo de forma correta, mas se destacando em meio a uma multidão envaidecida por suas certezas aleatórias, mal discernidas, ilógicas e incoerentes.
Precisamos reaprender a dar o merecido valor e a exercitar essas que hoje são virtudes, mas que deveriam ser tão somente hábitos cotidianos e vagamente esquecidos de tão praticados inconscientemente.
É um dever treinar a nós mesmos fazendo com que a virtude se torne hábito. Como diria Aristóteles: “nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes”, e tudo o que nos falta é fazer a lógica acontecer.
Você é um humano ou um pinguim?