▬ Isaac Asimov é considerado o pai da robótica ▬
No podcast Fundação, do qual participei durante suas atividades, o título "Fundação" era em alusão ao livro de Isaac Asimov, e a ideia era debater questões futuristas. Não chegamos a debater as leis da robótica, infelizmente, porém questões sobre inteligência artificial (especialmente as chamadas AI Fortes) são cada vez mais relevantes.
Na medida em que "inteligências fracas" como calculadoras e pen drives existem para facilitar nosso cotidiano, o mesmo veremos na elaboração de inteligências mais fortes e que beiram alguma autonomia. Hoje mesmo divulguei em meu Twitter um projeto de um estudante do MIT em que ele criou um aparelho que "lê pensamentos". Óbvio, não se trata de ler pensamentos, mas de captar micro-movimentos em sua boca, língua e mandíbula para "escutar" o que você está dizendo, sem no entanto emitir sons. Assim, a partir desse projeto de inteligência fraca, é possível avanços médicos surpreendentes, como por exemplo dar voz a pessoas mudas ou criar banco de memórias para pessoas com Alzheimer.
A questão é como isso se relaciona com os avanços que ainda virão, relativos à Big Data e AI Fortes. Já que nossa civilização humana não dá conta de problemas antigos, como violência pura e crueldade entre nós mesmos, estariam robôs aptos a nos livrarem deste mal?
É tudo muito complexo, e certamente antes de buscarmos respostas na robótica precisamos tentar todos os meios legítimos pelos quais nós, humanos, podemos ser éticos uns com os outros (e com os não-humanos) sem que sejamos forçados ou manipulados por nossas criações tecnológicas.
As leis da robótica de Asimov são muito interessantes e mesmo necessárias. Entretanto, depositar nossas melhores cartas em sua formulação e aplicação pode ser a revolução tecnológica mais desmoralizante que um dia enfrentaremos.