Continuação do post <https://steemit.com/pt/@angelusc/teses-de-mario-ferreira>, com as teses subsequentes. O que estiver escrito em negrito, é de elaboração minha, não estando presente na obra em questão.
Tese 5 — Há proposições não deduzidas, inteligíveis por si e de per si evidentes (axiomas).
Bastaria a mera mostra de uma proposição do tipo para dar plena validez à tese. A tese 1 possui tal requisito, mostrando que há realmente proposições não deduzidas (visto que estas não precisam de outras para se mostrarem com evidência) e que são de per si evidentes, dispensando demonstração, visto que não é preciso serem comparadas com outras para revelarem sua validez.
Tese 6 — Pode-se construir a filosofia com juízos universalmente válidos.
É comum afirmar que a filosofia não pode ser formada com juízos válidos para todos, no entanto esta afirmativa é refutada pelos juízos estabelecidos como ponto de partida para a Filosofia Concreta, que são universalmente válidos.
Só um apelo à loucura, refutado pelo próprio apelo, poderia afirmar que há o nada absoluto e não "alguma coisa".
Tese 7 — O nada absoluto é a contradição de alguma coisa há.
Há contradição quando se afirma a presença e, simultaneamente, a ausência do mesmo aspecto no mesmo objecto (por exemplo, eu não posso simultaneamente escrever e não-escrever este resumo, tampouco ficar sentado e correr, simultaneamente, pois isto seria uma contradição).
Dizer, pois, que alguma coisa há é contradizer que há o nada absoluto. Não se trata, aqui, do nada relativo, que será apresentado na tese 8, mas dum hipotético nada absoluto, que seria a ausência de qualquer coisa, em qualquer lugar.
Abaixo, está um pequeno diagrama que pode auxiliar a entender o raciocínio do escritor.
Fonte: Elaborado pelo autor, via <<www.draw.io>>.