Sexta e última parte da saga, a batalha final para saber quem será o “Rei do Universo”.
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Após a derrota para Zeus, Cronos decide instalar-se com seus titãs no Monte Ótris, era uma estratégia para tentar recuperar seu poder e voltar a ser o “deus dos homens”. Essa decisão levou a diversas batalhas por longos anos, como o próprio Hesíodo descreve.
Davam uns aos outros, doloroso combate em batalhas contínuas há dez anos cheios.
Nenhum final nem solução da áspera discórdia de nenhum lado, ambíguo pairava o termo da guerra. (HESÍODO, 1995. p.107)
Mas a cada batalha, os Titãs perdiam forças, pois cada raio que Zeus jogava do alto do monte Olimpo, os atingia com extrema violência, fazendo tremer toda a Terra. Hequatôquiros por outro lado, jogavam pedras enormes nos titãs que estavam no monte Ótris, a outra frente de batalha era uma luta direta entre os deuses e os titãs remanescentes.
Com todas essas forças investidas os deuses estão a ponto de expulsar os Titãs da Terra, mas eis que um monstro que estava preso no Tártaro é libertado, um monstro filho de Gaia e Tártaro.
O nome deste monstro é Tifeu (ventos violentos e ferozes, na mitologia romana é chamado de Tufão), como descreve Hesíodo, um monstro assustador e gigantesco.
Dos ombros cem cabeças de serpente, de víbora terrível, expeliam línguas trevosas. Dos olhos sob cílios nas cabeças divinas faiscava fogo e das cabeças todas, fogo queimava no olhar.
Vozes havia em todas as terríveis cabeças a lançar vário som nefasto: ora falavam como para Deuses entender, ora como touro mugindo de indômito furor e possante voz, ora como leão de ânimo impudente, ora símil a cadelas, prodígio de ouvir-se, ora assobiava a ecoar sob altas montanhas.
Sob as ordens dos Titãs, Tifeu começa a subir o Monte Olimpo, todos os deuses se amedrontaram e fugiram para onde hoje é o Egito, assumindo formas de animais (os gregos diziam que os deuses egípcios possuíam formas de animais por esse motivo).
Do Egito Zeus vai para um monte onde atualmente fica a Síria, dali ele joga seus raios sobre Tifeu, que com muita astúcia, eleva suas inúmeras cabeças e escurece o céu, anulando o poder de Zeus.
Zeus perde a batalha e tem seus membros e músculos arrancados, a vitória é de Tifeu. Mas Zeus não se dá por vencido e propões a Cadmo que se disfarce e com o som de uma flauta atraia o monstro.
Enquanto Cadmo “encanta” Tifeu com a flauta, Zeus se escondendo entre as nuvens recupera seus membros, músculos e raios, em batalha novamente, Zeus faz com que Tifeu fuja, nesta longa fuga do monstro, Zeus consegue derrotá-lo onde hoje é o território italiano, destruindo todas as suas cabeças e dessa forma matando o monstro.
Todos os Titãs que haviam se levantado contra os deuses foram aprisionados no Tártaro, desta forma, os deuses reinaram e reinam até hoje todo o Universo.
Parte 1:
A origem do mundo e o primeiro Rei: Urano, o Céu.
Parte 2:
A guerra entre o Céu (Urano) e o Tempo (Cronos).
Parte 3:
O reinado de Cronos (o Tempo).
Parte 4:
A origem do Olimpo e o surgimento do Deus do Trovão (Zeus).
Parte 5:
O mito de Prometeu: da criação dos homens ao castigo.
Referências Bibliográficas
HESÍODO. Teogonia, A origem dos deuses. Tradução Jaa Torrano. Editora Iluminuras – SP, 3a Edição. 1995
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