Nos últimos anos, desde 2016 se não me engano, a Chef de cozinha Janaína Ruedas vinha trabalhando com o governo do estado de São Paulo, inicialmente junto a nutricionistas, foi criado um cardápio com produtos “in natura” e depois foi feito um trabalho de instrução junto às merendeiras das escolas estaduais.
Todo este trabalho por parte da Chef foi voluntário, inclusive as viagens de capacitação foram custeadas por ela. A intenção inicial, que partiu do então secretário José Renato Natali, era diminuir por parte dos jovens o consumo de alimentos ultraprocessados e automaticamente, introduzi-los a uma alimentação mais saudável.
Mas, desde a saída do então governador Alckmin para a disputa do pleito presidencial, houve quedas na compra de produtos “in natura” e aumento de compras de produtos industrializados, isto vem sendo continuado pela atual “gestão”.
Com a mudança dos produtos entregues nas escolas há logicamente uma mudança de cardápio. Atualmente, segundo uma matéria recente da Folha de SP (Link aqui), são entregues nas escolas produtos como: almôndegas congeladas, ervilhas em conserva, também foi aberto edital para aquisição de frango ao molho rosê congelado e, pasmem, feita a tomada de preços de molho de tomate em pó.
Tudo bem, uma tomada de preços não significa uma aquisição, mas significa a intenção, já que desde o 2º semestre de 2018 o cardápio que era vigente foi alterado, esta tomada de preço significa qual a real intenção desde então, uma despreocupação com a alimentação dos jovens, mas nenhuma novidade, já que o atual governador foi quem encabeçou o projeto de oferecer “ração” na merenda escolar, aquela que até tinha um nome bonito, a “farinata”.
Ou seja, o que vemos atualmente é um projeto da extrema direita conservadora de destruir a educação (não apenas esta, mas esse é meu foco) já desde o governo Temer, pois ano passado foi divulgada a nova BNCC (Base Nacional Comum Crurricular do Ensino Médio), que retirava a obrigatoriedade de matérias como Filosofia, Sociologia, Educação Física e Artes.
Logo após isso, ainda no governo Temer, foi aprovado que o ensino público poderia ter 30% de sua grade em EAD, projeto esse defendido por Bolsonaro, ora, se a grande maioria dos jovens não possuem nem smartphones, quem dirá acesso à internet ilimitada para assistir aulas.
O fato é que, já conseguiram destruir o pouco avanço feito nos últimos anos relacionados à educação, tornando esta, um produto, apenas para quem pode pagar, agora querem destruir a saúde do indivíduo, assim desta forma, as grandes empresas que financiam os atuais governos, além de trabalhadores braçais que nada criticam, terão estes “gastos” de volta, quando este trabalhador for obrigado a gastar com produtos para tentar obter uma vida um pouco melhor.
E dessa forma o ciclo do capital continuará constante, pobres usados como pura obtenção de riquezas para os detentores do capital, que por sua vez, obtêm mais capital com ajuda dos governos que eles financiam.
Todos os meus posts estão agrupados no Steem Center. Acompanhe: Link.