Este texto nasceu de algumas conversas com o
Wittgenstein era um filósofo analítico, ou seja, para ele a Filosofia é uma análise, não uma ciência e muito menos uma metafísica, afinal:
“A Filosofia serve para ensinar a mosca a sair do mata moscas”.
Com esta base, ele cria sua “Teoria da Isomorfia”, ou seja, ele distingue a linguagem da realidade:
“Uma coisa é a linguagem, outra coisa é o mundo”.
Mas mesmo distinguindo desta forma, ele encontra um ponto em comum entre linguagem e mundo, e, na sua visão, este é justamente o papel do filósofo ou do lógico, encontrar este ponto em comum.
Afinal, “isomorfia” significa igualdade de forma e sugere que deve justamente existir este ponto incomum entre nome e objeto.
A Teoria Isomórfica compreende a visão ontológica, ou seja, objetos, fatos e o mundo:
Objeto é a unidade do mundo, cada coisa existente neste mundo é um objeto;
Fatos são um conjunto de objetos, ou equiparadamente, as ideias complexas de John Locke;
Mundo é o todo, todos os acontecimentos, ou melhor, tudo o que acontece é mundo.
Existe também a visão semântica, a representação da visão ontológica, melhor dizendo, como represento objetos através da linguagem?
“O objeto é representado pela linguagem através dos nomes”.
Falando de forma lógica (já que Wittgenstein era um filósofo lógico analítico), as proposições representam os fatos, um conjunto de proposições representam o mundo pela linguagem e a linguagem é a representação lógica do mundo.
Wittgenstein cria também a “Teoria Pictórica do Significado”, ou seja, as palavras são apenas representações da realidade (ou mundo). As proposições (ou palavras) não tratam da realidade, são apenas uma projeção ou pensamento (como a ideia em David Hume que logo escreverei aqui neste Blog).
Segundo Wittgenstein, cada ser humano é detentor de uma linguagem própria:
Eu sou o conjunto de proposições que eu possuo.
Eu sou o meu mundo.
A minha linguagem é o que vai representar a minha existência.
Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo.
O que pode ser dito não pode ser mostrado e o que pode ser mostrado não deve ser dito.
Em uma “nova fase” Wittgenstein escreve o livro “Investigações Filosóficas” já com outra visão das coisas (ou de mundo como o próprio diria), cria o conceito de “Místico” ou “Mística”, que nada mais é, de tudo que está fora do mundo, segundo Wittgenstein.
Para Wittgenstein, o “místico” é o sentido da vida, o sentido do mundo, é o significado da morte e da felicidade.
Devemos levar em consideração que o místico de Wittgenstein engloba “deus” (o elemento divino), a “ética” (conceito de bem) e a “estética” (conceito de belo) e segundo o próprio:
Nenhuma linguagem é capaz de representá-los ou dizê-los.
Estes conceitos são transcendentais, estão além do mundo e só se pode descrever no mundo o que é um fato ou análise, portanto:
Do que não se pode falar, deve-se calar.
Agora todos os meus posts estão agrupados no Steem Center. Acompanhe: Link