É incrível enxergar sentido e histórias por traz da física, da química, dos elementos naturais e da própria natureza se manifestando. Estas parecem ser as mensagens mais 'puras' que consigo pensar, aquelas fundadas a partir de fatos, que todos podemos observar, de leis naturais. Mas a história contada a partir disso é puramente imaginativa. Tenho pensado na arte e, ao mesmo tempo, no luxo que é se colocar nesta imaginação. Quase uma brincadeira para se distrair, e por vezes me pego imaginando coisas mil apenas pelo prazer de criar novas associações.
A imagem deste desenho criei durante uma meditação guiada. O exercício conduzia para pensar em algo leve, e então eu imaginei a pena flutuando. Mas a mente, a danada, teima contra minha meditação, fez despencar pedras pesadas. Mas a pena, de tão leve, só rodopiava para o lado, num escape escorregadio.
A leveza é a não resistência. Deixar-se leve como o vento, para que o próprio movimento do entorno, que muitas vezes é ameaçador, nos desloque para longe pois estamos leves demais para ser algo. Acredito que interagimos a nível sutil, de energia, e as vibrações se conversam na medida em que possuem frequências compatíveis, ou com o mesmo peso.
É claro que, no conflito, o choque é tão maior quanto maior for a força com a qual ambos os elementos exercem um contra o outro. Não exercer força alguma, faz com que não participemos de algumas batalhas. Não oferecer resistência, faz com que as agressões atravessem sem nos afetar.