Conseguimos notar as características positivas de alguém muito mais quando elas podem ser medidas. É fácil enxergar o talento de um músico, de um atleta, cozinheiro, um jovem bom de matemática. Para o desempenho dessas atividades, temos medidas. A música soa bem aos ouvidos, o atleta marca pontos, a comida tem um sabor gostoso e as provas de matemática tem notas altas. Mas e aquelas características que não tem parâmetro? Aquelas que os resultados são intangíveis e muitas vezes nem sequer temos percepção à altura para captá-los.
Quando se trata das escolhas profissionais, se não estamos conscientes de nossas aptidões ou as vemos banalmente como nosso "jeitão", então não podemos buscar contextos nos quais elas são bem-vindas. Por exemplo, se eu não noto ou não valorizo minha capacidade para empatia, ignoro que posso ser um bom psicólogo. Se eu não enxergo minha capacidade de me manter objetivo e imparcial nas situações de conflito, ignoro minha aptidão para ser um bom juiz. Estes são exemplo de combinações bem-vindas. E em quantos outros contextos profissionais cabem a empatia e a objetividade?
Atente-se quando alguém te faz críticas na tentativa de cortar os seus "excessos" ou ajustar o que está fora do lugar. Esta pessoa pode estar falando sobre seus talentos!
"Você é muito perfeccionista, muito certinho..."
Eu diria que é alguém com aptidão para se dedicar aos detalhes. E quanto não precisamos disso em funções que exigem precisão?
"Como você é mandão!"
O que seria dos grupos, sem alguém para dar comandos? Dispersão e improdutividade!
"Você é carente."
Precisamos de relações, até mesmo e principalmente as comerciais, com verdadeiro interesse na parceria e no compartilhamento.
Eu poderia escrever aqui mais um monte de exemplos, mas vou deixar por conta da sua experiência e imaginação.
Então, se você costuma dizer que não é bom em nada, este é um convite para que pense em si mesmo de outra maneira. Seu valor está aí esperando que você o reconheça e o usufrua!